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Isquemia silenciosa em diabéticos é menos comum e ameaçadora do que se acreditava, diz estudo

09 de junho de 2008 (Bibliomed). Os resultados de um estudo da Universidade de Yale, nos EUA, indicam que a isquemia miocárdica silenciosa – restrição do fluxo sangüíneo para o coração – ocorre, em pacientes com diabetes tipo 2, com menos freqüência do que o esperado.

Na Sessão Científica Anual da Associação Americana de Diabetes, realizada em junho, na Califórnia, os pesquisadores anunciaram que o problema "ocorreu em apenas 22% dos adultos assintomáticos com diabetes tipo 2 triados, um percentual bem menor do que o esperado".

De acordo com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, doenças do coração e derrames são responsáveis por cerca de 65% das mortes de pessoas com diabetes. Os adultos com diabetes têm taxas de morte por doença cardíaca cerca de duas a quatro vezes mais elevadas. E diversos estudos sugerem que a isquemia silenciosa, que ocorre sem dar sinais como dor no peito, afeta cerca de 60% dos diabéticos.

O estudo americano avaliou mais de mil pacientes com diabetes tipo 2 com idades entre 55 e 75 anos – grupo de risco para ataque cardíaco e morte súbita –, para descobrir a prevalência de isquemia entre esses pacientes e avaliar sua necessidade de uma triagem da artéria coronária.

Dos pacientes triados, 22% tinham isquemia miocárdica silenciosa e, entre eles, apenas 6% dos defeitos eram considerados graves. Todos os pacientes foram acompanhados de perto em relação à saúde cardíaca e ambos os grupos apresentaram taxas similares de eventos cardíacos como insuficiência cardíaca e infarto – aproximadamente 0,5% ao ano.

Porém os resultados não indicaram a necessidade da triagem específica para isquemia, pois "uma vez que esses pacientes do grupo controle (que não passaram pela triagem) tinham uma prevalência igual de isquemia daqueles que foram triados, os cuidados clínicos padrão e o acompanhamento parecem ser suficientes para detectar aqueles sob risco e que necessitam de cuidados cardiológicos intensivos".

Os autores destacam que os resultados foram positivos em relação aos resultados em cinco anos. "A situação não é tão ruim como pensávamos, e nós não precisamos gastar milhões de dólares para triar todos com diabetes com ‘stress adenosine MPI’ (exame específico para diagnosticar a isquemia silenciosa), mas eles devem ser acompanhados de perto, com diagnóstico e tratamento feitos quando algum sintoma ou outras indicações surgirem".

Fonte: American Diabetes Association – News release. 08 de junho de 2008.

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