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Técnica de "Detector de Mentiras" Permite Registrar a Dor

Por Penny Stern

NOVA YORK (Reuters Health) - É claro que mesmo crianças pequenas podem sentir dor. Entretanto, há uma maneira simples de determinar se estas crianças estão sentindo dor em um determinado momento? Uma nova pesquisa sugere que uma tecnologia mais comumente associada a criminosos - a teste de detector de mentiras - pode ajudar a determinar se um procedimento específico está provocando dor.

De acordo com o médico norueguês, Hanne Storm, "o equipamento que desenvolvemos, baseado na técnica de detector de mentiras (conductância de pele), nos dá as possibilidades de registrar respostas de dor em recém-nascidos com menos de 37 semanas completas".

O procedimento mede as alterações nas glândulas sudoríparas das palmas das mãos e nos pés. As alterações são causadas pelo sistema nervoso simpático, que responde às emoções, ativando as glândulas sudoríparas e gerando uma conductância (medida que calcula transmissão de energia) de baixa frequência elétrica na pele.

Storm, do Hospital Nacional de Oslo, na Noruega, relata suas descobertas na edição de setembro de Archives of Disease in Childhood: Fetal Neonatal Edition.

"Este método reage imediatamente a uma resposta de dor por um aumento da atividade de conductância da pele e, quando a resposta de dor termina, a atividade de conductância da pele diminui imediatamente", explicou o pesquisador.

Storm acrescentou que esse novo método deve fornecer um quadro das respostas de dor mais preciso do que a pressão sanguínea ou a frequência cardíaca, que são mais comumente usadas para medir a dor.

O pesquisador destacou que "a frequência cardíaca e a pressão sanguínea também são influenciadas por doenças pulmonares e cardíacas, assim como perda de sangue", que não causa dor necessariamente.

Storm espera que "esta técnica de conductância da pele possa ser usada para analisar respostas de dor em pacientes que não conseguem explicar a dor verbalmente".

No estudo, as medidas foram tomadas de 20 recém-nascidos prematuros antes, durante e após um procedimento de retirada de sangue do calcanhar. O estudo descobriu que a atividade de conductância da pele aumentou durante o procedimento, mas caiu aos níveis pré-procedimento depois que os médicos concluíram a retirada de sangue.

Storm e sua equipe levaram sua pesquisa adiante, aplicando a técnica de conductância na sala de operação.

"Durante operações, a morfina diminuiu a atividade de conductância da pele e durante situações de dor conhecidas em cirurgia, a conductância da pele aumentou", apontou Storm.

Baseados em suas experiências cirúrgicas, "prevemos que esta técnica poderá ser usada (nas) salas de operações, assim como na fase pós-operatória", afirmou Storm.

Para onde esses resultados levarão a equipe? "O próximo passo é usar a técnica (em) pacientes em respiradores", disse Storm. "Estes pacientes são especialmente difíceis de tratar com (analgésicos), pois eles não conseguem falar sobre sua situação".

Storm está em processo de comercialização do produto e também entrou com pedido de patente internacional.

Sinopse preparada por Reuters Health

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