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Telemedicina Pode Ajudar Paciente com Diabete

NOVA YORK (Reuters Health) - Pesquisas realizadas nos últimos anos sugerem a possibilidade da Internet ajudar a retomar as visitas dos médicos às casas dos pacientes através de chamadas virtuais. Agora, resultados de um novo estudo sugerem que os diabéticos podem cuidar melhor de sua saúde com a ajuda da "e-medicina".

Em um estudo entre 28 pacientes com diabete tipo 2 (não-dependente de insulina), pesquisadores do Exército dos Estados Unidos verificaram que consultas em casa via computador ajudaram os pacientes a manter o açúcar no sangue em níveis desejados, chave para prevenir complicações da doença como prejuízos renais, doenças nos olhos e danos nos nervos.

Os pacientes que receberam a visita virtual durante um período de três meses verificaram seus níveis de açúcar no sangue diminuírem em média 16 por cento e o peso cair em média 4 por cento. Perder peso e mantê-lo normal são importantes no controle da diabete.

A equipe chefiada pelo coronel Alan Mease da Centro Médico Regional do Sudeste no Forte Gordon, Geórgia, relatou as descobertas na edição de agosto do Military Medicine.

A e-medicina também conhecida como telemedicina pode incluir aspectos como videoconferência em tempo real entre pacientes e médicos ou entre médicos. Por exemplo, para conectar médicos de hospitais de pequenas comunidades a especialistas em centros maiores para ajudar no diagnóstico e tratamento de pacientes.

Neste estudo, os pacientes do grupo de telemedicina receberam um sistema de computador incluindo um monitor para pressão arterial e permitindo a conexão de áudio e vídeo através de linha telefônica.

A cada semana, os pacientes tiveram uma videoconferência com uma enfermeira falando sobre nutrição, exercício e a importância de aderir à medicação. As enfermeiras usaram e-mail para atualizar os médicos dos pacientes.

Os pacientes do grupo de controle receberam os cuidados tradicionais, ou seja, foram estimulados a visitar regularmente o médico e frequentar cursos de educação sobre diabete.

Três meses depois, o grupo da telemedicina conseguiu reduções maiores no açúcar no sangue e a média de peso caiu, enquanto a média de peso no grupo de controle cresceu um pouco.

Conforme o relatório, acredita-se que os diabéticos em tratamento intensivo para manter o açúcar sanguíneo perto do normal vivem em média cinco anos mais que aqueles com níveis de açúcar menos controlados.

Mease e seus colegas concluíram que a telemedicina é uma ferramenta valiosa para tratar diabete e o desenvolvimento tecnológico "pode levar ao aumento da e-medicine como fornecedor de sistemas de cuidado com informações compartilhadas para pacientes e serviços de saúde".

Sinopse preparada por Reuters Health

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