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Estudos Recomendam Clonagem de Porcos Para Transplantes

Por Maggie Fox

WASHINGTON (Reuters) - Duas equipes de pesquisadores distintas anunciaram na quarta-feira a clonagem de porcos, um avanço que abre a possibilidade de criação de rebanhos de porcos geneticamente modificados destinados a transplantes em humanos. Outros cientistas, porém, afirmaram ter encontrado barreiras para esta tentativa - dizendo que demonstraram que células humanas podem ser infectadas com vírus potencialmente perigosos de porcos.

Até agora, ovelhas, vacas, cabras, ratos e macacos foram clonados. Uma idéia é criar animais geneticamente idênticos que possam produzir produtos humanos como proteínas para uso em medicamentos. Outro propósito para a utilização é a produção de carne de qualidade.

Entretanto, os porcos fornecem outra vantagem. Como são parecidos em tamanho e outros aspectos da biologia humana, eles têm sido considerados uma fonte potencial de órgãos e tecidos para transplantes em pessoas.

Em março, uma equipe da PPL Therapeutics, em Edimburgo, na Escócia, afirmou ter produzido cinco porcos utilizando tecnologia de clonagem. Na quarta-feira, a revista Nature tornou público seu estudo, que será publicado no final deste mês.

Ao mesmo tempo, a revista Science está publicando um artigo científico de uma equipe de pesquisadores internacionais que afirmam ter clonado um porco usando uma tecnologia um pouco diferente.

Akira Onishi, do Instituto Nacional de Indústria Animal do Japão, e sua equipe afirmaram ter clonado um porco de um feto de porco. Chamado de Xena, o porco apresentava cor escura, enquanto que sua mãe substituta era branca. Eles utilizaram o mesmo método usado pela equipe da Universidade do Hava" para clonar ratos.

Os cientistas da PPL afirmaram ter usado um novo método que pode facilitar a sobrevivência dos clones. "Todos os cinco porcos, agora com três meses, estão extremamente saudáveis, em contraste com a perda de animais (clonados) de transferência nuclear usual de 50 por cento", afirmaram os pesquisadores.

Conhecidos por seu trabalho de clonagem da ovelha Dolly, o primeiro mamífero adulto clonado, os pesquisadores da PPL disseram que esperam poder alterar geneticamente porcos no futuro para que seus órgãos e tecidos sejam transplantados mais facilmente em seres humanos.

O principal alvo dos pesquisadores será um carboidrato chamado alpha-1,3,-galactose, presente nas células de porcos e muitos outros animais nas não de humanos. O carboidrato provoca uma forte rejeição de tecidos animais pelo sistema imunológico humano.

Para se livrar deste carboidrato pode levar muito tempo "até o último objetivo de fornecer um suprimento ilimitado de órgãos de porcos compatíveis para transplantes em humanos", afirmou e equipe da PPL.

Entretanto, um segundo estudo publicado na Nature joga água fria na idéia de que isso pode ser feito em breve. Daniel Salomon e sua equipe, do Instituto de Pesquisa Scripps, na Califórnia, descobriram que as células humanas podem ser infectadas com vírus que existem em todas as células de porco, conhecidos como retrovírus endógeno suíno (PERVs).

"Aqui demonstramos que ilhotas pancreáticas de porco produzem PERV e podem infectar células humanas em cultura", afirmaram os pesquisadores.

Esta descoberta traz más notícias a pesquisadores de diabetes, que esperavam que talvez as células produtoras de insulina poderiam ser usadas para tratar pessoas com diabetes. Existe uma carência de células humanas e as células de porco eram consideradas uma alternativa possível.

Sinopse preparada por Reuters Health

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