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Fórmula Certa Para Droga Contra Obesidade Desafia Indústria

Por F. Brinley Bruton

NOVA YORK (Reuters) - Cerca de um em cinco habitantes das nações mais ricas do mundo é obeso e os norte-americanos provavelmente dariam seu reino por uma pílula que os ajudasse a ficar mais magros, se sentir melhor e viver mais.

Com bilhões de dólares em vendas para serem ganhos de cerca de 35 milhões de norte-americanos obesos e dezenas de outros milhões em outros lugares, a empresa que desenvolver um tratamento efetivo e seguro que ajude a perder peso sabe que será uma vencedora.

Nos Estados Unidos, cerca de 55 por cento da população está acima do peso recomendado para suas alturas, conforme o Instituto Nacional de Saúde.

Os norte-americanos definidos como obesos aumentaram de 13 por cento em 1991, para 20 por cento em meados da década. Com os quilos, aumenta o risco de hipertensão ou pressão alta, diabete do tipo 2, doenças coronarianas, derrames, doenças da vesícula biliar, osteoartrite, problemas respiratórios e certos tipos de câncer.

Conforme o analista James McKean, da Morgan Stanley Dean Witter, as indústrias acham que existem muitas pessoas nos Estados Unidos desesperadas para ter uma droga contra a obesidade mas esquecem que não é simplesmente tomar uma pílula e perder peso. "Não existe esta panacéia de cura total da obesidade", disse McKean.

Algumas drogas têm chegado ao mercado com riscos de efeitos colaterais desagradáveis ou até perigosos. Outras são parcialmente efetivas e envolvem severos regimes de dietas que os pacientes não seguem por muito tempo.

Muitos médicos relutam em prescrever drogas quando a dieta e os exercícios podem ser a melhor alternativa.

A Knoll Pharmaceutical Co., parte da maior companhia química do mundo, a alemã BASF AG, está se recuperando de vendas desapontadoras e problemas de regulamentação da droga antiobesidade Meridia.

As vendas da droga conhecida como Reductil fora dos Estados Unidos, caíram em 1999. O remédio apresentou efeitos colaterais como insônia, taquicardia e aumento de pressão sanguínea, conforme testes clínicos patrocinados pela BASF Pharma, braço farmacêutico da empresa.

Depois de gastar cerca de 29 milhões de dólares em cada um dos últimos cinco anos em pesquisa, a BASF anunciou em abril que estava vendendo um centro de pesquisa na Inglaterra onde realizava cinco estudos sobre obesidade.

"Isso não significa que estamos deixando a área mas certamente diminuindo o nosso envolvimento", disse Ulrich Grau, chefe de pesquisa e desenvolvimento da BASF Pharma.

Em 22 de junho a Roche Holding Ltd. alertou que a primeira metade dos seus rendimentos seria ligeiramente modificada em comparação ao ano passado por causa das lacunas na venda do Xenical, considerada o último escorregão na história das drogas contra obesidade.

Conforme analistas, possíveis efeitos colaterais como diarréia, se uma dieta rigorosa não for seguida, podem fazer com que as pessoas usem uma vez e não voltem a usar o medicamento.

A experiência da Roche com o Xenical foi desapontadora depois de um ano de liderança de vendas e grandes expectativas sobre a droga, lançada nos Estados Unidos em abril de 1999 e também disponível no Brasil.

Segundo as empresas, para que drogas alcancem seu potencial o tratamento farmacêutico da obesidade deveria ser mais largamente aceito. Muitos consumidores ainda vêem a obesidade como uma preocupação cosmética, e não uma questão de saúde.

A visão que algumas pessoas com obesidade poderiam se beneficiar de drogas - indo além das mudanças nos hábitos alimentares e de exercícios - deveria ser adotada pelos médicos e pacientes.

"Parte do desafio que nos levou ao Xenical é 'medicalizar' a administração do peso feito pelo clínico", disse o porta-voz da Roche, Terence Hurley.

Para especialistas, questões sobre eficácia das drogas têm que ser resolvidas de modo conclusivo. "Nenhuma das drogas que existem hoje funcionam muito bem", disse Robert Sherwin, presidente da Fundação Americana de Diabete e professor da Escola de Medicina da Universidade de Yale.

Conforme Sherwin, as drogas no mercado não são agentes redutores de peso muito eficazes e para a maioria das pessoas tem um pequeno efeito.

Sinopse preparada por Reuters Health

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