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Pressão Contra Transgênicos nos EUA é Pequena, diz Indústria

Por Susan Kelly

CHICAGO (Reuters) - Enquanto na Europa vive um intenso debate sobre organismos geneticamente modificados, os consumidores norte-americanos parecem estar pouco preocupados em relação ao assunto e a indústria de alimentos afirma estar sob pequena pressão para mudar.

Ao mesmo tempo em que uma colheita recorde de milho e soja deve chegar ao mercado dos Estados Unidos, com aproximadamente 20,23 milhões de hectares plantados com sementes transgênicas, produtores de alimentos afirmam que os consumidores não estão alarmados, embora os grupos de defesa dos consumidores reforcem a pressão.

"O que estamos vendo e ouvindo dos consumidores indica que os norte-americanos estão confiantes com a segurança dos produtos do mercado", disse Kathy Knuth, porta-voz da Kraft Foods, unidade da Philip Morris.

Apesar disso, um estudo recente sugere que os norte-americanos estão ficando mais céticos.

O estudo, realizado pelo Conselho Internacional de Informações em Alimentos, demonstrou que 59 por cento dos entrevistados em maio acreditavam que a biotecnologia trará benefícios, contra 78 por cento em 1997.

"É muito claro que a confiança do consumidor é escorregadia. Também é claro que o assunto é muito volátil. As pessoas não têm certeza ainda sobre sua opinião em relação a isso", disse Jean Halloran, diretora do Instituto de Política do Consumidor da União dos Consumidores.

Entretanto, outros afirmam que os consumidores norte-americanos, que gastaram 1 trilhão de dólares no ano passado em supermercados e restaurantes, parecem estar confiantes com a afirmação do governo de que os alimentos geneticamente modificados são seguros.

Sementes geneticamente modificadas podem resistir a pestes e doenças destruidoras, reduzir as aplicações de pesticidas e herbicidas no campo e produzir maiores safras.

Grupos de consumidores e ambientalistas, dos quais o mais atuante é o Greenpeace, afirmam que pesquisas ainda não concluíram se as sementes não apresentam riscos à saúde e fazem um apelo por revisões sobre segurança e pela rotulagem dos alimentos que contêm estes ingredientes.

As empresas de alimentos, por sua vez, destacam que elas se baseiam em conclusões de agências do governo norte-americano que avaliaram a segurança das sementes geneticamente modificadas e muitos afirmam que não pretendem remover os ingredientes de seus produtos.

Algumas empresas de alimentos decidiram, no entanto, eliminar ingredientes geneticamente modificados de seus produtos.

É o caso da empresa H. J. Heinz, que decidiu em agosto excluir esses ingredientes de seus produtos alimentares para bebês para tranquilizar os pais. A empresa também estabeleceu um programa de certificação e testes para os ingredientes que compra.

Produtores de alimentos parecem não estar propensos a realizar grandes mudanças, a não ser que os consumidores coloquem-se dramaticamente contra a biotecnologia.

"As empresas de alimentos não são pró ou contra a biotecnologia", disse Gene Grabowski, porta-voz da Grocery Manufactures of America. "Se os consumidores decidirem por qualquer razão que eles não querem a biotecnologia, as empresas não vão usar a biotecnologia", afirmou Grabowski.

Sinopse preparada por Reuters Health

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