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Informação Pode Tornar Uso de Pílula mais Eficaz

NOVA YORK (Reuters Health) - Conhecer profundamente os efeitos colaterais mais comuns pode ajudar as mulheres a usar mais efetivamente as pílulas anticoncepcionais. A conclusão foi divulgada na Population Report, publicação da Escola de Saúde Pública da Johns Hopkins University, nos Estados Unidos.

Baseada em uma revisão de centenas de estudos e artigos de jornais, a pesquisa concluiu que as mulheres frequentemente falham alguns dias ou param de tomar pílulas por medo dos efeitos colaterais que inesperados. Conforme a pesquisa, algumas reações raras como fortes e constantes dores nas pernas, no peito e no abdome podem ser sinais de perigo.

O estudo afirma, no entanto, que os efeitos colaterais comuns como náusea, sangramentos repetidos, mudanças no ciclo menstrual, dores de cabeça brandas, pequeno aumento de peso e seios flácidos, são benignos e normalmente subjacentes nos primeiros três a seis meses do uso do anticoncepcional.

A pesquisa sugere que as mulheres que deixam de tomar a pílula por alguns dias por causa dos efeitos colaterais rotineiros são uma parte significativa dos 2 milhões de usuárias mundiais de pílulas que engravidam a cada ano por causa do uso incorreto do método.

Teoricamente, apenas uma em mil mulheres ficaria grávida no primeiro ano de uso dos anticoncepcionais se for usado corretamente. Entretanto, as taxas atuais de gravidez de usuárias de contraceptivos varia muito - 1,7 para cada 100 mulheres em Bangladesh, 6,9 em cada 100 nos EUA e 10,5 para cada 100 na Bolívia.

Conforme a autora do relatório, Vera M. Zlidar, pesquisadora do Hopkins o uso mais efetivo começa com a mulher sendo bem informada.

Na opinião da pesquisadora, os trabalhadores da saúde tendem a achar que as mulheres americanas estão seguras sobre as pílulas. Ela disse à Reuters Health ter verificado na pesquisa que mesmo usuárias que dizem saber muito sobre anticoncepcionais orais frequentemente não conseguem responder a perguntas importantes sobre como eles funcionam e como tomá-los.

O relato cita um estudo sobre mulheres norte-americanas em que apenas 13 por cento das usuárias tomaram a pílula corretamente em um período entre seis e 12 meses.

Para Zlidar, os efeitos colaterais são o maior problema quando um tratamento depende da adesão do paciente. Conforme o estudo, além de mais informações sobre os efeitos colaterais que podem surgir, é preciso dizer às mulheres que não tomar a pílula alguns dias não melhora a situação e frequentemente isso aumenta a severidade dos efeitos, particularmente, o sangramento e as manchas.

"As taxas de gravidez não desejadas entre usuárias de pílulas estão subindo" nos últimos anos, diz Zlidar.

Em julho, a Food and Drug Administration (FDA), agência para controle de drogas e alimentos dos EUA, publicou uma proposta de revisão dos pacientes e clínicos relativa à bula das pílulas.

Conforme Zlidar, o próximo passo é o material impresso dentro dos pacotes que deverão ser menores, fáceis de ler e mais dirigidos aos consumidores. Uma nova bula que tem sido distribuída a especialistas em planejamento familiar, invertendo a ordem de informação e colocando os benefícios da pílula anticoncepcional antes dos riscos, para ajudar a minimizar o medo das mulheres em usar "uma droga muito segura", disse a pesquisadora.

Sinopse preparada por Reuters Health

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