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Cientistas Fazem Apelo por Controle do Lixo Radioativo nos EUA

Por Keith Murvihill

NOVA YORK (Reuters Health) - O legado da Guerra Fria irá permanecer por muito tempo - por cerca de dezenas de milhares de anos na forma de lixo radioativo da produção de bombas nucleares.

Agora, o Departamento de Energia (DOE) dos Estados Unidos está planejando uma transição da administração dos locais de lixo radioativo ativo para um "controle a longo prazo" dos depósitos desse tipo de dejeto no país. Muitos destes locais estão contaminados com materiais radioativos altamente perigosos como o plutônio.

Em um relatório divulgado na semana passada pela Academia Nacional de Ciências (NAS) e pelo Conselho Nacional de Pesquisa, cientistas de todo o país refletiram sobre um plano a longo prazo de como o governo pode lidar com essa tarefa.

A comissão de especialistas avalia que este plano é "problemático". O relatório destacou, por exemplo, o fato de que atualmente não existe um plano a longo prazo para manter o público e o meio ambiente em segurança da ameaça destes locais.

"Os detalhes dos planos de administração do Departamento de Energia dos Estados Unidos ainda precisam ser especificados, um financiamento adequado ainda não foi garantido e não há evidências de que controles institucionais - como a vigilância do lixo radioativo e outro tipo de lixo perigoso nos locais, barreiras de segurança e ações de restrição ao uso da terra - serão viáveis no futuro", afirmou o Conselho Nacional de Pesquisa em um pronunciamento.

Para ajudar o DOE a desenvolver um plano a longo prazo de controle institucional desses locais de lixo radioativo, o relatório destaca a importância de se manter a par das novas tecnologias e metodologias para lidar melhor com estas substâncias perigosas. Eles recomendam a atenuação ou limpeza destes locais.

"O relatório destrói o mito de que é possível 'limpar' os depósitos de armas nucleares do DOE e de que, um dia, poderemos nos livrar do legado nuclear da Guerra Fria. Infelizmente, este perigoso legado irá permanecer para sempre com a humanidade", disse Tom Clements, diretor-executivo do Instituto de Controle Nuclear, um centro de pesquisa e advocacia independente especializado em problemas de proliferação nuclear.

O relatório "deve ser seriamente estudado pelos congressistas que pregam o fim do Departamento de Energia. O relatório demonstra claramente que uma instituição forte e tolerante, isolada da discussão política, deve ser responsável pela administração dos depósitos contaminados com substâncias químicas e radioativas", afirmou Clements.

Sinopse preparada por Reuters Health

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