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Mortes por aneurisma podem ser evitadas

01 de agosto de 2003 (Bibliomed). O caso da deputada federal piauiense Francisca Trindade, de 37 anos, que passou mal no Congresso e morreu de aneurisma cerebral no início desta semana, reabre a discussão sobre a possibilidade de se prevenir um episódio como esse, que não dá sinais até que o pior aconteça.

Segundo o neurocirurgião do Hospital Santa Paula, de São Paulo, Marcos Maldaum, “os aneurismas cerebrais se formam a partir de uma fragilidade dos vasos internos da cabeça, resultando em uma dilatação que pode se romper. Cerca de 30% dos pacientes que sofrem o rompimento não sobrevivem. Os demais, tanto podem se recuperar gradativamente, sentindo uma leve dor de cabeça, até entrar em coma profundo”.

O aneurisma cerebral geralmente acomete adultos jovens, em torno de 40 anos. “A clássica história clínica desses pacientes consiste em dor de cabeça súbita, durante esforço físico, podendo levar à perda da consciência. Pacientes fumantes e com pelo menos 2 parentes de primeiro grau têm mais chances de formar um aneurisma. Os hipertensos – e ainda hipertensos fumantes – correm mais riscos ainda de ter sangramentos do aneurisma. Diante de uma história sugestiva ou suspeita clínica, o paciente deve imediatamente procurar seu médico e investigar a possibilidade de ter tido uma hemorragia decorrente da ruptura do aneurisma", diz Maldaun.

Segundo Marcelo Secaf, diretor da URP Diagnósticos Médicos, de São Paulo, o melhor exame para investigar os aneurismas é a angioressonância magnética cerebral. “É um procedimento rápido, não invasivo, sem riscos para o paciente, e muito informativo. Mesmo aneurismas bem pequenos, com cerca de três milímetros, podem ser facilmente diagnosticados”.

Secaf afirma que, normalmente, quando ocorre algum caso de aneurisma, é comum que outros membros diretos da família realizem o exame para afastar qualquer possibilidade de um acidente repentino. “Há muitos casos de pessoas que fazem tomografia computadorizada ou ressonância magnética cerebral por outros motivos e acabamos encontrando aneurismas que ninguém suspeitava”.

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