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Raios UV são nocivos para a visão, alerta oftalmologista.

09 de Junho de 2003 (Bibliomed). Os raios ultravioletas (UV) – emitidos principalmente pela luz solar, mas também pelas lâmpadas de mercúrio, lâmpadas fluorescentes, lâmpadas dicróicas, “luz negra”, lasers, telas de vídeos e solda elétrica – são nocivos aos olhos e podem causar danos a curto e longo prazo. Os efeitos deletérios provenientes desses raios dependem da duração e da intensidade da exposição. Eles são cumulativos e irreversíveis quando a exposição é intensa e prolongada.

A exposição de curto prazo e de pouca intensidade não representa risco muito grande, mas “é sempre recomendável alguma forma de proteção especial para os olhos, particularmente para as pessoas que desenvolvam atividades ao ar livre com grande exposição ao sol”, alerta o oftalmologista da Faculdade de Saúde Pública da USP, Mario Luiz de Camargo. A ação aguda e imediata dos raios ultravioletas aparece algumas horas depois da exposição exagerada – a pessoa nessa situação pode sofrer queimadura do segmento anterior do olho. Os raios ultravioletas podem afetar a córnea e a conjuntiva provocando dor ocular, irritação, fotofobia intensa, alteração visual e lacrimejamento.

Geralmente, os efeitos da exposição aos raios ultravioletas só são sentidos a longo prazo, na maioria das vezes somente após a meia idade. Este fato encobre a relação de causa-efeito e favorece uma certa negligência em relação à proteção dos olhos. O UV pode afetar a conjuntiva (causando conjuntivite crônica, pinguécula e tumores), as córneas (ceratite, pterígio); o cristalino (presbiopia precoce, catarata) e a retina (degeneração macular). Camargo alerta que alguns medicamentos podem tornar o organismo ainda mais sensível aos raios ultravioletas, como as sulfas, as tetraciclinas, a griseofulvina e os fenotiazínicos. “Pessoas em uso dessas medicações devem tomar precaução quanto à exposição solar”, recomenda.

O especialista explica que existem três tipos de raios ultravioletas: UVA – filtrados e absorvidos pela retina; UVB – filtrados e absorvidos pelo cristalino e o UVC – filtrados e absorvidos pela atmosfera, principalmente pela camada de ozônio. “Nos últimos anos vem ocorrendo uma diminuição da camada de ozônio. Isso vem causando preocupação em todo o mundo em relação a um aumento na incidência de doenças cutâneas e oculares”, explicou.

Para minimizar os efeitos deletérios deve-se evitar ficar exposto ao sol entre 10 e l6 horas; usar chapéu, boné ou viseira quando estivermos ao ar livre; além de óculos escuros, apropriados com lentes que filtrem e absorvam os raios UV. O especialista ressalta que o uso de óculos que não tem filtro prejudica mais os olhos do que ficar sem ele, pois ele dilata a pupila, deixando a retina mais exposta a ação dos raios UV.

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