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Estudo verifica impacto da atividade física isolada

13 de Maio de 2003 (Bibliomed). Todo mundo sabe que a receita ideal para perda de peso é a associação de atividade física regular e controle alimentar. Mas uma pesquisadora do Laboratório de Nutrição da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE/USP) resolveu verificar qual é o real impacto dos exercícios na melhora da qualidade de vida das mulheres e desenvolveu o projeto “Atividade física e controle alimentar em mulheres adultas”.

Três vezes por semana, mulheres de 20 a 40 anos fazem 40 minutos de caminhada ou corrida, cada uma em seu ritmo, sem alterar sua rotina alimentar. Antes e depois de cada sessão, elas passam por uma medição da quantidade de gordura corporal para verificar a perda de lipídios ocasionada pela atividade. “O objetivo é verificar quanto somente a atividade pode contribuir para a diminuição da gordura no corpo, com uma conseqüente melhora na qualidade de vida”, explica Patrícia Vieira, bacharel em Educação Física e responsável pelo projeto que faz parte de sua pesquisa de mestrado.

Após os meses de exercícios, as mulheres passam por uma palestra com nutricionistas da equipe do projeto para se falar sobre hábitos alimentares saudáveis. “Nesses encontros, uma das tarefas que temos é a de derrubar mitos. Muitas vezes, as participantes têm conceitos como evitar fazer refeições para assim emagrecer, ou mesmo não tomar água após os exercícios”, explica.

Uma das principais conclusões do projeto até agora foi a verificação do aumento de tolerância à glicose nas mulheres submetidas às atividades. Esse dado é importante porque uma das possíveis conseqüências da obesidade é o aparecimento de diabetes do tipo 2.

As mulheres de 20 a 40 anos são o alvo da pesquisa por dois motivos: elas são mais propensas à obesidade e estão no período da pré-menopausa. A pesquisadora explica que a realização de atividade física constante pode ser um fator para a melhora da qualidade de vida durante a menopausa. Outro fator relevante para a pesquisa é o fato de o corpo feminino ser mais sujeito a alterações hormonais.

O Laboratório recebe inscrições de mulheres interessadas em participar do programa anualmente. Neste ano, as inscrições serão abertas a partir de julho.

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