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Vigilância já Estabeleceu Medidas Sanitárias para o Combate à Febre do Oeste do Nilo

A Febre do Oeste do Nilo é uma virose transmitida por mosquitos do gênero Culex sp que causa encefalite ou meningite. Seu nome foi dado devido ao fato do vírus ter sido isolado, pela primeira vez em 1937, na região do Oeste do Nilo em Uganda. O vírus do Oeste do Nilo é mais comumente encontrado na África e Ásia.

Como no Brasil existem muitas espécies de mosquitos do gênero Culex é preciso dar ênfase às medidas de vigilância sanitária e epidemiológica para impedir a introdução do vírus no Território Nacional.

Diante da situação epidemiológica e avaliação de risco no que se refere ao vírus da Febre do Oeste do Nilo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária juntamente com o Cenepi/Funasa – Fundação Nacional de Saúde e a OPAS realizaram estudos sobre o tema e propõem a adoção das seguintes medidas sanitárias como: alertar as secretarias estaduais de saúde, para que informem imediatamente ao Centro Nacional de Epidemiologia a ocorrência anormal de aves mortas (aves domésticas e silvestres), inclusive nas áreas portuárias, aeroportuárias e de fronteiras.

Intensificar a vigilância da população de mosquitos nas áreas portuárias, aeroportuárias e de fronteiras, verificando a presença de possíveis focos, e solicitar às administradoras dos diversos tipos de terminais que intensifiquem as medidas de controle nas áreas destinadas ao alojamento de animais em trânsito, para que estas áreas fiquem livres de mosquitos vetores de doenças de importância epidemiológica, conforme determina o artigo 19 Regulamento Sanitário Internacional.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária solicita ainda as administradoras dos terminais portuários, aeroportuários, ferro-rodoviários e de fronteiras, bem como as empresas de transporte aéreo, empresas de navegação, fretadores, agentes consignatários, corretores de navios, empresas de transporte rodoviário, ferroviários, empresas de turismo, de transporte de passageiros, de propriedade pública ou privada, que comuniquem à vigilância epidemiológica local qualquer intercorrência clínica em tripulantes e viajantes internacionais que seja compatível com encefalite.

A borrifação de aviões procedentes de Nova York foi considerada ineficaz entre as medidas de vigilância, tendo em vista a probabilidade de 1/10 milhões de vôos da ocorrência da transmissão mosquito-homem, se nenhuma medida de vigilância sanitária e epidemiológica for adotada. Muito maior é o risco de um passageiro chegar doente e infectar um mosquito na área aeroportuária nacional, se as medidas recomendadas não forem adequadamente aplicadas.

Verão de 99

No verão de 1999, ocorreu um surto de Febre do Oeste do Nilo em Nova York, atingindo mais de 60 pessoas e causando sete óbitos. Foi o primeiro relato do vírus nas Américas. A partir deste episódio, foi implementado um sistema permanente de vigilância, controle e redução da população de mosquitos vetores.

No último mês de julho, foi identificada a presença do vírus em mosquitos e aves em Nova York, desencadeando uma série de medidas de vigilância sanitária e epidemiológica, que incluem o controle da população de vetores, a identificação de reservatórios infectados e o monitoramento da circulação do vírus.

O homem contraiu o vírus do Oeste do Nilo através da picada de mosquito que se infectou após realizar repasto sangüíneo em aves, cavalos ou outros animais portadores do vírus.

As aves são os principais reservatórios do vírus por apresentarem alta viremia por tempo prolongado, constituindo uma fonte de infecção para o vetor. A doença no homem pode ocorrer de forma subclínica ou apresentar sintomas que podem variar desde uma febre passageira a uma encefalite grave.

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