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Software pode ajudar no diagnóstico precoce da dislexia

13 de Janeiro de 2003 (Bibliomed). A dislexia é um distúrbio de leitura e escrita, que atinge cerca de 15% das crianças brasileiras em idade escolar. A disfunção não é considerada uma doença e caracteriza-se pela troca de letras, inversão de palavras e dificuldades para juntar sílabas, durante a alfabetização. Os pesquisadores desconhecem as causas da dislexia, mas acreditam que esteja relacionada com pequenas alterações neurológicas, que podem ser hereditárias. Embora não tenha cura, o distúrbio pode e deve ser tratado. No entanto, a maior dificuldade está no diagnóstico, já que a pessoa disléxica tem inteligência normal e não apresenta outros problemas sensoriais (surdez ou visão), mentais ou emocionais. Muitos adultos convivem com o problema sem nunca descobrir o motivo de praticarem uma leitura vagarosa e constantes erros de ortografia.

Para auxiliar no diagnóstico, os departamentos de fonoaudiologia e informática para ciências da saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) vão desenvolver um software que servirá de apoio na identificação do distúrbio. Segundo a professora-adjunta de distúrbios da comunicação humana da Unifesp, Clara Brandão de Ávila, o programa grava e analisa a leitura da criança. “Com isso, o computador vai nos mostrar, por exemplo, que tipo de palavras ela erra mais e qual rota ela usa na leitura”, explicou. Um outro programa, específico para escrita, também está sendo estudado pela Unifesp. De acordo com a professora, essa ferramenta de apoio já é utilizada na Europa e agora vai ser adaptada para o Brasil.

Atualmente, as escolas ainda são as maiores responsáveis pelo encaminhamento de crianças disléxicas para os especialistas. Mas, para o diretor do Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica, Jaime Luiz Zorzi, “algumas manifestações da dislexia podem ser percebidas em casa, como a dificuldade em acompanhar o programa escolar e a resistência à leitura e escrita”. Depois de diagnosticado o problema, existem diversos métodos para o tratamento, mas todos devem ser praticados durante pelo menos um ano e com o acompanhamento de psicólogos, fonoaudiólogos e psicopedagogos.

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