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Estudo mostra que tecido danificado em infarto pode se regenerar

10 de Janeiro de 2003 (Bibliomed). Uma pesquisa divulgada na revista britânica The Lancet, uma das mais importantes publicações científicas do mundo, demonstrou que o tecido danificado depois de um ataque cardíaco pode regenerar-se com o implante de células-tronco procedentes da médula-óssea. Segundo a equipe da Universidade Alemã de Rostock responsável pelo estudo, as células-tronco são capazes de desenvolver-se em qualquer um dos trezentos tipos de células existentes no corpo humano.

A experiência foi realizada com seis pacientes que tinham sofrido um infarto. Os pesquisadores injetaram células-tronco de médula óssea em todas as partes do coração dos participantes que haviam sido afetadas pela necrose, ao mesmo tempo em que praticaram uma operação de ponte safena, na qual é feito um desvio no vaso obstruído. Depois da cirurgia, todos os pacientes tiveram uma boa recuperação e cinco deles apresentaram uma melhoria significativa no bombeamento de sangue para o coração.

O infarto ocorre quando o suprimento de sangue de parte do músculo cardíaco é severamente reduzido ou interrompido, devido ao bloqueio de uma das artérias coronárias que levam sangue para o coração. Estima-se que pelo menos 40% dos ataques cardíacos resultam em morte e aqueles que sobrevivem têm chance de doença e morte até quinze vezes maior do que a população geral. No Brasil, o número de casos já chega a trezentos mil ao ano, com cerca de cem mil pacientes sofrendo novos ataques.

Segundo os pesquisadores, o resultado do estudo sugere que as células-tronco podem ter propiciado o crescimento celular nas áreas danificadas. O chefe da pesquisa, Gustav Steinhoff, completou que o procedimento não representa nenhum perigo para os pacientes. No entanto, o especialista ressaltou que não está claro “se o implante de um número maior de células seria tolerado” pelo corpo humano. Steinhoff assinalou também que o implante foi realizado simultaneamente a outros tratamentos, por isso os resultados da pesquisa ainda não são absolutos. “São necessários mais estudos controlados para esclarecer o papel do transplante de células na regeneração de miocárdio”, concluiu.

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