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Campanha contra hepatite será reforçada em 2003

03 de Dezembro de 2002 (Bibliomed). O Ministério da Saúde promete implantar, ainda no primeiro semestre do próximo ano, 25 laboratórios públicos de biologia molecular, que realizam o exame de detecção da hepatite. A pequena oferta de exames desse tipo foi o maior problema apontado pela Avaliação da Assistência as Hepatites Virais no Brasil, um diagnóstico detalhado da rede de assistência ambulatorial e laboratorial realizado entre os meses de maio e outubro deste ano. O anúncio foi feito no último dia 26, durante o lançamento da Campanha Educativa Nacional de Prevenção e Controle das Hepatites Virais.

Serão distribuídos um milhão de folderes, 100 mil cartazes e 260 mil exemplares de uma cartilha voltada para os profissionais de saúde. A publicação é um manual técnico, que trata da nova estrutura de atendimento das hepatites virais no SUS, além de atualizar os avanços no diagnóstico e tratamento da doença. Com isso, segundo o coordenador do Programa Nacional para a Prevenção e Controle das Hepatites Virais (PNHV), Antônio Carlos Toledo, as unidades básicas de saúde estarão preparadas para o diagnóstico da hepatite a partir de janeiro.

Criado em fevereiro de 2002, o PNHV desenvolve ações integradas de prevenção, promoção da saúde, diagnóstico, vigilância epidemiológica e sanitária, acompanhamento e tratamento dos portadores das hepatites virais, aproveitando as estruturas existentes no SUS para o credenciamento de um maior número de centros de referência no tratamento de hepatites e melhorando o atendimento aos portadores da doença com a ampliação do acesso, incremento da qualidade e da capacidade instalada dos serviços de saúde.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de dois bilhões de pessoas já tiveram contado com o vírus da hepatite B. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que pelo menos 70% da população já teve contato com o vírus da hepatite A e 15% com o vírus da hepatite B, e que devem existir cerca de dois milhões de portadores crônicos de hepatite B e três milhões de portadores da hepatite C, considerada o tipo mais grave.

Para se ter uma idéia, foram feitos 15.869 internações de pacientes com hepatites virais em 2001, ao custo para rede SUS de R$ 3,7 milhões. As pessoas que apresentam maior risco de estarem infectadas são aquelas que fizeram transfusão de sangue antes de 1993, usuários de drogas injetáveis e as que têm comportamento sexual de risco.

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