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Álcool protege memória das mulheres, sugeriu estudo

01 de Novembro de 2002 (Bibliomed). Beber um drinque de vez em quando não diminui a função mental ao longo do tempo e pode até mesmo tornar as mulheres mais espertas, sugeriu um estudo norte-americano. “Descobertas dessa pesquisa indicam que o consumo social e habitual de álcool a longo prazo não está associado a um risco maior de declínio cognitivo em homens e pode até proteger contra o declínio cognitivo em mulheres”, disseram os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore (Maryland, EUA).

Durante quase doze anos, os pesquisadores acompanharam 1.500 voluntários com mais de 18 anos. Em três ocasiões nesse período, todos fizeram um teste para avaliar a memória e as capacidades cognitivas. Os voluntários foram divididos em cinco grupos com base no consumo de álcool. O primeiro grupo foi formado por pessoas que não consumiam álcool. Os voluntários do segundo grupo foram considerados bebedores sociais ou não freqüentes e consumiam no máximo quatro drinques por dia, mas não bebiam diariamente e tomavam álcool menos do que 20 dias por mês. Os bebedores freqüentes ou habituais do terceiro grupo não consumiam mais do que quatro drinques por dia, mas disseram beber álcool pelo menos 20 dias por mês. O quarto grupo tomava muito álcool, mas eram bebedores não freqüentes que tomavam mais de quatro drinques diários em menos de 20 dias. Já os adultos do quinto grupo bebiam a mesma quantidade em pelo menos 20 dias por mês.

Todos os grupos apresentaram queda ao longo dos anos, independentemente da quantidade de álcool consumida durante qualquer período, provavelmente refletindo os efeitos inevitáveis do envelhecimento. Mas os abstêmios, especialmente as mulheres, tiveram maiores declínios na capacidade cognitiva. Os pesquisadores não observaram diferenças entre os homens. A pesquisa não indicou, no entanto, porque o consumo de álcool protegeria a memória das mulheres. Os resultados do estudo foram publicados em uma edição recente do American Journal of Epidemiology.

Copyright © 2002 Bibliomed, Inc.

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