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Casamento afeta saúde cardíaca de mulheres, diz estudo

14 de Outubro de 2002 (Bibliomed). A saúde cardiovascular das mulheres pode ser especialmente vulnerável à raiva decorrente de um casamento problemático, sugeriu um estudo norte-americano realizado por pesquisadores da Universidade de Washington, em Seattle. Durante 15 minutos, 54 mulheres discutiram com seus respectivos maridos um assunto delicado, como dinheiro ou parentes. Os cônjuges que admitiram que a raiva era mais intensa e freqüente do que gostariam e que esse sentimento interferia no trabalho e no relacionamento familiar manifestaram mais episódios de ira durante as discussões, se mostraram menos satisfeitos com o casamento e disseram se sentir oprimidos pelos sentimentos negativos do cônjuge.

Os pesquisadores observaram, ainda, que entre as mulheres com dificuldade de dominar a raiva as evidências não foram apenas comportamentais, mas também fisiológicas. Elas se mostraram menos capazes de “acionar o freio fisiológico” (o sistema nervoso parassimpático) para diminuir o ritmo cardíaco e acalmar. “Todas elas tinham um acelerador (sistema nervoso simpático), mas não um breque”, explicou Sybil Carrère, coordenadora da pesquisa, acrescentando que estudos anteriores já mostraram que esse tipo de resposta pode estar associado à ocorrência de doença cardíaca e de outros problemas de saúde.

Durante o encontro anual da Sociedade de Pesquisa Psicofisiológica, que aconteceu recentemente em Washington, Carrère explicou que as mulheres estão mais preocupadas com a qualidade dos seus casamentos enquanto o estresse psicológico dos homens parece estar relacionado com o trabalho. “Pode ser que a falta de controle da raiva, com todas as suas implicações fisiológicas, seja mais evidente quando os homens trabalham em empregos competitivos e exigentes. Já as mulheres são criadas para dar mais atenção às dimensões emocionais dos relacionamentos”, disse. E ensinou: os parceiros que mantêm casamentos bem-sucedidos conseguem neutralizar a raiva dentro do relacionamento dando um ao outro o benefício da dúvida, administrando os conflitos de modo a não humilhar o outro, revelando ao cônjuge que não pretendem ferir o sentimento do outro e tentando não agir de maneira defensiva.

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