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Cirurgia pode ser indicada para crianças epiléticas

19 de Agosto de 2002 (Bibliomed). Nem sempre o tratamento farmacológico beneficia as crianças que sofrem de epilepsia. "Se os medicamentos não resolverem, a cirurgia precoce com diagnóstico correto trará maiores chances de recuperação psicológica e social da criança", explicou a psicóloga Catarina Abraão Guimarães, que defendeu recentemente a tese de mestrado "Avaliação neuropsicológica e de qualidade de vida em crianças submetidas à cirurgia para epilepsia", junto à Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, onde avaliou os efeitos da cirurgia para epilepsia quanto aos aspectos neuropsicológicos e de qualidade de vida. "Uma parte é favorecida pelo tratamento cirúrgico, que vem controlando as crises epilépticas com menor seqüela neurológica. Certos tipos de cirurgia para epilepsia na infância obtêm resultados positivos em torno de 70% a 100% dos casos", disse.

A psicóloga acompanhou nove crianças, durante sete a 30 dias antes da cirurgia e seis meses após o procedimento. Os resultados da pesquisa não indicaram mudanças no QI após a cirurgia e, ao mesmo tempo, apontaram avanços no nível da qualidade de vida quanto aos aspectos sociais, ambientais, efeitos colaterais de medicação e percepção do controle de crise.

A psicóloga explicou que, apesar de ser o distúrbio de maior incidência no cérebro, ainda hoje a epilepsia carrega muitos estigmas e preconceitos, mas que o melhor conhecimento de suas causas vem ajudando a derrubar falsos conceitos que reforçam a imagem incapacitante da criança.

Até pouco tempo as pessoas se preocupavam apenas em controlar as crises epilépticas, sem levar em conta as questões psicológicas e sociais. Hoje, a melhora da qualidade de vida é tida como prioridade. Os profissionais avaliam a influência da epilepsia no cotidiano da criança e da sua família, como atenção, linguagem, inteligência e memória, e esta avaliação apóia as conclusões médicas na localização e na lateralização da lesão (se está localizada no hemisfério direito ou esquerdo do cérebro). Além do déficit funcional, verifica-se seu efeito no desenvolvimento, para posterior comparação com os resultados pós-cirúrgicos.

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