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Ministério da Saúde vai fazer levantamento sobre a ocorrência do tracoma no País

17 de Junho de 2002 (Bibliomed). O Ministério da Saúde, por meio da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), está intensificando a vigilância epidemiológica em relação ao tracoma. A doença, causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, se assemelha a uma conjuntivite. O quadro aparentemente simples, no entanto, esconde a gravidade do problema, que é a segunda causa de cegueira no mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Para monitorar os casos da doença no País, o órgão realizou um curso de treinamento para 25 profissionais que trabalham em secretarias de saúde da Bahia, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Acre, Espírito Santo e Minas Gerais. Além do monitoramento, os técnicos foram capacitados para diagnosticar a doença e adotar o tratamento mais adequado. Até o fim deste ano, um novo curso será feito para treinar profissionais dos estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Amapá, Rio Grande do Sul e Piauí, além dos técnicos que atuam nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas.

O tracoma é transmitido depois que uma pessoa sadia entra em contato com outra, infectada. A doença atinge, principalmente, crianças entre 8 e 12 anos. As condições sanitárias precárias e os hábitos de higiene inadequados são os principais fatores que favorecem a proliferação dos casos da doença. Devido a essas características, apenas a vigilância epidemiológica não é suficiente. Por isso, a Funasa está investindo também em melhorias sanitárias nos domicílios e em campanhas educativas que alertem as crianças para o perigo de compartilhar toalhas e sabão. Sem tratamento, o tracoma provoca freqüentes infecções nos olhos. Os problemas repetidos afetam a pele da pálpebra e levam os cílios a lesar a córnea. A lesão pode causar a cegueira. O tratamento da doença pode ser feito com uma pomada à base de tetraciclina ou com o medicamento oral azitromicina. As duas drogas são fornecidas gratuitamente aos pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Ainda este ano, a Funasa vai fazer um inquérito em escolas públicas brasileiras, para levantar dados sobre o quadro da doença no País entre as crianças em idade escolar. A coleta de informações será feita em São Paulo, Ceará e Tocantins. Os três estados possuem sistemas de vigilância do tracoma já estruturados. O inquérito começa em setembro e deve ser concluído em novembro. Em 2003, o Ministério faz um levantamento semelhante nos outros Estados. Cerca de 194 mil alunos serão ouvidos em todo o País – 7 mil em cada Estado. O estudo será feito nos municípios que possuem um baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que é o indicador de qualidade de vida, medido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

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