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Religiosos discutem aprovação da clonagem com senadores

17 de Junho de 2002 (Bibliomed). Representantes de diversas religiões discutiram, em Brasília, se a clonagem humana é ou não recomendável do ponto de vista ético, moral e religioso. Judaístas, umbandistas e espíritas afirmaram ser favoráveis à clonagem terapêutica, que prevê a reprodução apenas de órgãos e tecidos. As três correntes religiosas, no entanto, se disseram contrárias à clonagem reprodutiva, que consiste na criação de um ser humano exatamente igual ao doador das células usadas no procedimento.

O representante católico, que esteve presente no seminário Clonagem Humana, promovido pelo Senado, não concorda com a clonagem, nem para fins terapêuticos e nem para fins reprodutivos. Antônio Moser, que falou em nome da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), afirmou que a vida é um dom de Deus que precisa ser respeitado. Segundo ele, já existe vida após a fecundação do óvulo. Assim, a destruição do embrião para o aproveitamento de células que dão origem a tecidos e órgãos seria a eliminação de uma vida.

As outras três correntes religiosas, que aprovaram a clonagem terapêutica, afirmam que é necessário criar uma legislação específica, que não tenha lacunas que possam ser utilizadas para a prática da clonagem reprodutiva. No procedimento da clonagem terapêutica, ocorre a produção de embriões em laboratório. A partir deles, são desenvolvidas células-tronco que originam tecidos ou órgãos. A Medicina atual acredita que os materiais produzidos representem uma esperança de tratamento para as vítimas de doenças genéticas. Apesar de repudiar a clonagem, a CNBB deixou claro aos senadores que a Igreja não é contra a pesquisa científica.

Os judaístas afirmaram aprovar e apoiar todas as iniciativas que pretendem curar doenças e salvar vidas. O único receio dos representantes dessa corrente religiosa é que comecem a surgir no País, clínicas clandestinas de clonagem reprodutiva. Para os umbandistas, a clonagem terapêutica traz benefícios para a humanidade e, por isso, ela deve ser aprovada. Os espíritas têm posição semelhante e afirmam que as iniciativas que ampliam o conhecimento humano são bem-vindas.

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