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Brasil vai ajudar países pobres na luta contra a Aids

27 de Maio de 2002 (Bibliomed). O Ministério da Saúde anunciou na última quinta-feira a criação de um fundo de solidariedade, que vai destinar R$ 2,5 milhões para ajudar países pobres na luta contra a Aids. A verba será destinada ao financiamento de dez projetos de prevenção e tratamento dos portadores da doença na África, América Latina e Caribe, com cerca de R$ 250 mil anuais por projeto.

O dinheiro também poderá ser usado na transferência de tecnologia de produção e logística de distribuição de medicamentos anti-retrovirais desde que produzidos por laboratórios públicos desses países, assim como na capacitação de recursos humanos e manejo clínico da doença. O Brasil também está disposto a doar medicamentos de laboratórios públicos brasileiros, assim como estabelecer acordos com governos, organismos da ONU, organizações civis e agências de cooperação técnica.

A decisão brasileira de criar o Programa de Cooperação Internacional leva em consideração o fato da pandemia de Aids afetar sobretudo países menos favorecidos. Segundo a Coordenação Nacional de DST/Aids, mais de 90% das 40 milhões de pessoas portadoras do vírus HIV vivem em países em desenvolvimento. Destes, apenas 250 mil têm acesso gratuito aos medicamentos anti-retrovirais. Cerca de 100 mil são brasileiros.

Aids no Brasil

De 1980 a junho de 2001, o Brasil registrou 215.810 casos de Aids. A partir de 1996, quando o governo começou a distribuir gratuitamente o coquetel anti-Aids, o crescimento da epidemia de estabilizou numa média de 20 mil novos casos por ano. Em 2000, a incidência da doença diminuiu, com registro de 15 mil novos infectados. Nos nove primeiros meses de 2001, foram registrados 7.363 novos casos da doença – uma queda de 25% em relação a 2000. Hoje existem no País aproximadamente 597 mil portadores do vírus HIV.

A maior preocupação é a transmissão do vírus da Aids entre heterossexuais. Esse tipo de contaminação já responde por 80% dos casos entre as mulheres e 40% entre os homens. A Aids cresce entre mulheres entre 25 e 49 anos, casadas, fiéis e com baixo poder aquisitivo. Segundo especialistas, a mulher não considera a vida sexual do parceiro antes do casamento e as relações extraconjugais. Não aceitam que estão sob risco e, assim, prosseguem sendo contaminadas pelo vírus. Entre os menores de 12 anos, a transmissão do vírus da mãe para o filho é responsável por 90% dos casos.

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