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Assembléia da ONU discute ações para enfrentar envelhecimento

12 de Abril de 2002 (Bibliomed). Termina hoje em Madrid, na Espanha, a II Assembléia Mundial do Envelhecimento. Mais de 5 mil participantes, representando 160 países, participam do evento, que discute as estratégias para integrar os idosos na sociedade. Nos próximos 50 anos, a população mundial com mais de 60 anos deve passar de 600 milhões para 2 bilhões de pessoas, passando a representar cerca de 25% dos habitantes do planeta. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que uma em cada dez pessoas tem idade a partir de 60 anos. Em 2050, a relação será de um idoso para cada cinco pessoas.

A longevidade é uma conseqüência da melhoria das condições de vida em geral e da descoberta de vacinas e medicamentos mais avançados. Apesar de representar uma vitória da humanidade, a idade avançada também significa mais gastos com aposentadorias, com remédios mais caros para doenças crônicas e menos pessoas trabalhando para pagar impostos.

A ONU alerta que o crescimento acelerado da população idosa vai trazer mudanças significativas para a sociedade, no que diz respeito ao consumo, ao mercado de trabalho, à assistência médica e aos modos de vida. Se o envelhecimento não for acompanhado de uma estratégia mundial, o risco é de que a população idosa se torne um fardo, sobretudo nos países em desenvolvimento, onde o processo é acelerado. No que diz respeito à saúde, o envelhecimento traz inúmeros desafios: entre os idosos, as complicações de doenças são maiores e a assistência médica, além do uso de medicamentos, se torna cada vez mais necessária, exigindo altos investimentos no sistema de saúde.

Os participantes da Assembléia planejam elaborar o Plano Internacional de Ação para o Envelhecimento que trate dos principais temas relacionados ao avanço da idade, como a aposentadoria, a dependência, o pagamento de benefícios e o uso da tecnologia. Os especialistas da ONU alertam que a longevidade pode arrastar o mundo para uma crise econômica. A última reunião das Nações Unidas que tratou do assunto foi feita há 20 anos, na Áustria. Parte das ações discutidas no encontro de 2002 já foi aprovada em reuniões que ocorreram antes do evento.

Segundo a ONU, em 2025, a América Latina terá 93 milhões de idosos. Nos Estados Unidos, os idosos deixaram de representar 5,4% da população, em 1930, para 12,8%, atualmente. No Brasil, o envelhecimento será bem mais acelerado. Os idosos brasileiros deixarão de representar 5,1% da população atual passando a 14,5%, em 2040.

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