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Estudos variados sobre efeitos do café tranqüilizam consumidores

04 de Abril de 2002 (Bibliomed). Uma pesquisa feita na Bélgica revelou que a tradicional cerveja consumida por seus cidadãos está sendo substituída pelo café, pelo refrigerante e até por água. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Estatística. Segundo a entidade, o consumo da cerveja na Bélgica caiu 25% nos últimos 20 anos.

O café, por sua vez, tem conquistado o país, se tornando cada vez mais presente na rotina dos belgas. No ano passado, por exemplo, foi a bebida mais popular. A mudança de comportamento parece ter vindo em boa hora, quando inúmeras pesquisas em todo o mundo apontam que o café não representa uma ameaça à saúde de seus consumidores.

Há alguns dias, profissionais do Karolinska Institute e da Uppsala University, na Suécia, afirmaram que a cafeína não prejudica o desenvolvimento dos fetos. Pesquisadores britânicos, no entanto, recomendam o consumo moderado da bebida por grávidas. A ingestão diária não deve ultrapassar quatro xícaras. O estudo dos suecos mostrou que a cafeína não afeta o desenvolvimento e o peso do bebê, e nem mesmo o tempo de gravidez. Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores acompanharam 850 gestantes, de 1993 a 1998.

Ao longo da gestação o consumo da bebida foi medido. Os suecos também verificaram o consumo de outros produtos que contêm cafeína, como chocolate, refrigerantes e remédios. As afirmações dos cientistas foram publicadas no American Journal of Epidemiology. Profissionais da área de saúde alertam, no entanto, que o consumo excessivo aumenta os riscos de aborto no início da gestação.

Outro trabalho que tranqüilizou os amantes do café foi divulgado na semana passada por cientistas norte-americanos da Universidade Johns Hopkins. Segundo eles, o consumo da bebida não eleva significativamente os riscos de desenvolver a hipertensão arterial. Os dados do estudo foram publicados na revista The Archives of Internal Medicine. A pesquisa analisou mil homens, consumidores de até duas xícaras diárias de café entre os anos de 1948 e 1964. Os relatórios mostraram que a bebida produz, sim, uma ligeira influência sobre a pressão sangüínea. A mesma pesquisa mostrou ainda que o café não é um causador de doenças cardiovasculares.

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