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Notícias de saúde

Hospitais americanos utilizam poesia como técnica terapêutica

01 de abril de 2002 (Bibliomed). Uma técnica terapêutica inusitada está sendo utilizada com sucesso e tem se popularizado nos Estados Unidos: o uso da poesia entre os pacientes internados. Os testes com o “novo tratamento” começaram no Coler Goldwater Memorial Hospital, em 1984. O trabalho começou a ser executado pela poetisa Sharon Olds, com apoio financeiro da entidade Very Special Arts e a colaboração de profissionais da Universidade de Nova York. Os resultados positivos no emprego da técnica estão multiplicando o uso da poesia nos últimos dez anos em outros serviços de saúde. A poesia já está chegando até mesmo aos hospitais e serviços de saúde de países como a Nova Zelândia e o Japão.

A técnica tem sido usada como parte do tratamento de pacientes variados, que sofrem de Aids, problemas que causam a demência ou até de dependência química (álcool ou drogas). Os alunos da Universidade de Nova York passam várias horas por semana com os pacientes, auxiliando-os no desenvolvimento de exercícios de redação. Além da poesia, os estudantes também utilizam outros estilos literários no programa. O acompanhamento aos pacientes faz parte do ano acadêmico dos alunos. As obras concluídas são apresentadas no hospital e na Universidade.

Além dos benefícios trazidos pela poesia, a convivência dos estudantes com os pacientes tem se mostrado positiva. A poetisa afirma que os doentes dão exemplo de coragem e disposição diante de circunstâncias desfavoráveis. Para os pacientes, a poesia é, muitas vezes, um caminho para conhecer em detalhes a própria personalidade, de se expressar, e de se integrar a um grupo com o mesmo tipo de sensibilidade. Muitos estudantes que fazem parte do programa acreditam que o trabalho dentro do hospital é uma alternativa relaxante à seriedade acadêmica.

Uma das pacientes que faz parte do trabalho – Elaine Telson – acredita que a poesia permite a expressão variada sobre temas e assuntos que não seriam abordados em outros casos. Elaine foi professora de literatura francesa e tem limitações nos movimentos em conseqüência de dois ataques de apoplexia sofridos.

A presidente da Associação Nacional de Terapia Poética, Kathleen Adams, ressalta o crescimento no uso da poesia como forma terapêutica nos últimos anos, sobretudo na última década. Segundo ela, a técnica é benéfica e permite o trabalho com todo tipo de paciente.

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