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Médicos percebem aumento da incidência de câncer da tireóide

Belo Horizonte, 25 de Janeiro de 2002 (Bibliomed). O câncer de tireóide não está entre os mais comuns na população brasileira, representando cerca de 1% de todos os tipos de tumores malignos. Apesar disso, os médicos têm percebido um aumento significativo no número de casos nas últimas décadas.

“Isso procede e, provavelmente, acontece em virtude de uma maior facilidade e precisão no diagnóstico dessa doença”, acredita Fernando Walder, médico e cirurgião responsável pelo Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.

Estima-se que cerca de 40% a 50% da população mundial possui nódulos na glândula tireóide. Calcula-se que até 17% desses nódulos estarão associados a algum tipo de câncer na tireóide. No Brasil não existem estatísticas confiáveis a respeito da doença. Nos Estados Unidos, surgem cerca de 35 mil novos casos anualmente.

Existem diferentes tipos de câncer de tireóide. Cerca de 80% são do tipo carcinoma papilífero, cujas chances de cura atingem o percentual de 90% a 95%, quando o problema é diagnosticado precocemente; 15% são do tipo carcinoma folicular, que apresenta índices de cura em torno de 80% a 85%. Há outros dois tipos raros, porém mais agressivos.

Apenas 50% dos pacientes portadores de carcinoma medular sobrevivem após cinco anos de tratamento e apenas 10% de todos os pacientes portadores de carcinoma indiferenciado terão uma sobrevida maior que três anos.

Um dos fatores preocupantes em relação à doença é o fato de raramente o paciente portador de câncer tireoidiano apresentar sintomas clínicos. Em geral, o único sinal é o aparecimento de um caroço no pescoço, na linha média, quase na altura da clavícula.

Nos casos de câncer, o crescimento do caroço pode ser rápido e acompanhado de rouquidão, falta de ar e dificuldade na ingestão de alimentos sólidos. As causas do câncer de tireóide ainda não foram bem determinadas. Normalmente, nódulos encontrados ocasionalmente em exame de rotina devem ser investigados, através de punção biópsia.

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