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19 de março de 2026 (Bibliomed). Um novo estudo sugere que a vitamina D pode ajudar pessoas com doenças cardíacas a evitar um ataque cardíaco, desde que seja administrada em uma dose personalizada por um médico. Pessoas que receberam vitamina D reduziram seu risco em mais da metade. Mas há um porém: as pessoas não estavam tomando suplementos por conta própria, mas sim doses personalizadas, elaboradas para otimizar os níveis de vitamina D no sangue.
Para o estudo, os pesquisadores recrutaram 630 adultos com doenças cardíacas que foram tratados no Intermountain Medical Center entre abril de 2017 e maio de 2023. Mais de 85% dos participantes iniciaram o estudo com níveis de vitamina D abaixo de 40ng/mL, um nível que muitos especialistas consideram muito baixo para uma saúde ideal, disseram os pesquisadores. Os participantes tinham em média 63 anos de idade e 48% haviam sofrido um ataque cardíaco anteriormente.
Um grupo foi designado para tomar doses personalizadas de vitamina D para aumentar seus níveis sanguíneos, e o restante recebeu o atendimento normal. Os pesquisadores verificaram os níveis de vitamina D de cada participante no momento da inscrição e ao longo do estudo, e ajustaram ajustamos a dose conforme necessário para atingir e manter esses níveis na faixa de 40 a 80ng/mL.
Ao todo, ocorreram 107 problemas cardíacos graves durante o período do estudo, incluindo ataque cardíaco, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral ou morte. Mais de 18% ocorreram no grupo de controle, contra menos de 16% no grupo da vitamina D. Os resultados mostraram que as pessoas que receberam doses personalizadas de vitamina D apresentaram um risco 52% menor de ataque cardíaco em comparação com o grupo de controle.
Aproximadamente metade dos participantes do grupo que recebeu vitamina D precisou de mais de 5.000UI por dia para atingir o nível sanguíneo desejado – uma dose mais de seis vezes superior à ingestão diária de 800UI recomendada pela U.S. Food and Drug Administration (FDA). No entanto, o benefício pareceu restringir-se apenas ao ataque cardíaco. A vitamina D não reduziu o risco de morte, insuficiência cardíaca ou acidente vascular cerebral nos pacientes.
Fonte: American Heart Association Scientific Sessions 2025 (AHA 2025).
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