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Técnica de autotransfusão pode amenizar problema de baixos estoques sangüíneos

Belo Horizonte, 14 de Janeiro de 2002 (Bibliomed). Uma técnica que possibilita a reutilização do sangue perdido pelo paciente durante um procedimento cirúrgico pode amenizar as baixas de estoque dos hemocentros brasileiros e evitar a transmissão de agentes patológicos por meio do sangue, como o vírus HIV, durante uma transfusão sangüínea.

Chamada de autotransfusão intra-operatória, a técnica, utilizada com maior freqüência em países desenvolvidos, tem sido empregada pelo Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, há alguns anos.

A autotransfusão intra-operatória é um procedimento que garante o reaproveitamento do sangue do paciente e evita, em grande parte dos casos, a necessidade de uma transfusão durante o ato cirúrgico.

Entende-se por autotransfusão intraoperatória, a recuperação celular e a reinfusão do sangue perdido durante o ato cirúrgico. Ou seja, durante uma cirurgia, todo o sangue que o paciente perde, é coletado, processado em uma máquina adequada e reinfundido no paciente. A máquina é portátil, automatizada e deve ser manipulada por um hemoterapeuta.

O procedimento é simples: o cirurgião utiliza um aparelho pelo qual o sangue é aspirado para a máquina, filtrado, concentrado e lavado com solução fisiológica. O concentrado de hemácias lavadas é reinfundido no paciente ainda na sala de cirurgia.

A autotransfusão intra-operatória é usada principalmente em cirurgias cardíacas, ortopédicas e vasculares, em que há perda sangüínea considerável. Segundo a coordenadora do Serviço de Hemoterapia do Hospital e Maternidade São Luiz, Lucila Ciasca, o método é contra-indicado nos casos de risco de contaminação bacteriana ou presença células neoplásicas.

De acordo com a hemoterapeuta, não há perigo de contaminação do sangue com a utilização dessa técnica. O material usado é descartável, estéril e a reinfusão ocorre simultaneamente à perda sangüínea.

O baixo estoque de sangue nos hemocentros é um problema grave. A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, por exemplo, estava com seu estoque reduzido à metade na última quarta-feira.

O resultado foi a suspensão de cirurgias eletivas, para dar preferência pelo uso de sangue aos casos de emergência. Nesse período de férias é comum a queda no número de doações. Ao mesmo tempo, aumenta a demanda por sangue.

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