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Ministério prepara segunda parte da campanha de vacinação contra rubéola

Belo Horizonte, 08 de Janeiro de 2002 (Bibliomed). O Ministério da Saúde prepara-se para a segunda parte da imunização contra a rubéola no País. Em junho deste ano, as doses chegam a 11 estados que não participaram da primeira fase, realizada em novembro do ano passado.

Mulheres em idade fértil – de 12 a 39 anos – que moram em Roraima, Amapá, Tocantins, Pará, Bahia, Piauí, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul devem receber a vacina que protege contra a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC), um problema que afeta os bebês de mulheres que tiveram a doença durante a gravidez.

A rubéola em gestantes é considerada uma enfermidade grave, já que a criança pode nascer cega, surda, com problemas mentais ou deficiências cardíacas.

A doença é causada por um vírus, transmitido pelo contato direto com outras pessoas infectadas, seja pelo ar, pela urina ou pelo sangue contaminado. Os principais sintomas são febre, dores no corpo, nódulos na cabeça e atrás das orelhas, além de corpo avermelhado e feridas na pele.

O anúncio da próxima fase da campanha de imunização ocorreu no momento em que diversas mulheres imunizadas em novembro de 2001 descobriram que estavam grávidas quando receberam a dose. Como a vacina dupla viral é feita com o vírus vivo atenuado, os especialistas não recomendam que ela seja aplicada em gestantes. O risco teórico de que a dose provoque a SRC nos fetos destas mulheres é de 1,6%.

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) divulgou uma nota oficial em que afirma que a vacina contra a rubéola é usada há 30 anos nos Estados Unidos, sem que nenhum registro de dano aos fetos de mulheres grávidas vacinadas tenha sido feito.

Em São Paulo, cerca de 800 gestantes que receberam a dose estão sendo acompanhadas pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE). O mesmo acompanhamento está sendo feito em grávidas do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco.

A recomendação dos técnicos é de que a vacinação seja feita sempre depois do parto, impedindo que possíveis malformações congênitas possam ser associadas com o efeito da vacina. Quem já recebeu ou vai receber a dose deve aguardar um intervalo de 30 dias para engravidar.

Em novembro de 2001, a campanha foi feita em cerca de 3 mil municípios localizados nos 13 estados que apresentavam índices mais significativos da doença: São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Amazonas, Rondônia, Acre, Goiás, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Maranhão.

Outra doença que acomete a gestante e que traz riscos para o feto é a toxoplasmose. Nos últimos dias, um surto da doença está assustando os moradores de Santa Isabel do Ivaí, um município com pouco mais de 9 mil habitantes, localizado a 580 quilômetros de Curitiba, no Paraná.

Mais de 130 casos já foram notificados – alguns foram confirmados e outros estão sob investigação. Entre os casos confirmados estão os de três gestantes.

A toxoplasmose pode causar aborto, malformações e cegueira no feto. O registro de surtos da doença é considerado raro no mundo. Até agora, apenas o Canadá já teve um surto com mais notificações do que as feitas em Santa Isabel do Ivaí.

Técnicos da Secretaria de Saúde do Paraná e o Ministério da Saúde ainda tentam descobrir como o protozoário Toxoplasma gondii, causador da doença, está se proliferando no município.

Há hipóteses de que ele esteja sendo transportado pela rede de água ou ainda por verduras, carnes cruas, leite ou queijo contaminados. O protozoário utiliza como hospedeiros as aves e os animais domésticos, sobretudo o gato, que o transmite por suas fezes.

Os pacientes infectados com o Toxoplasma gondii têm febre alta, dor de cabeça e dores no corpo. Em alguns casos, a doença é assintomática. O risco da enfermidade é maior em gestantes e também em pessoas imuno-deprimidas, como os transplantados e portadores do HIV.

A recomendação dos técnicos é para que as pessoas fervam o leite e a água antes do consumo, e evitem comer verduras cruas ou carne mal passada. Mulheres em idade fértil devem evitar a gravidez ou procurar os postos de saúde para orientação.

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