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Drogas sintéticas são tão prejudiciais quanto substâncias convencionais

Belo Horizonte, 05 de Dezembro de 2001 (Bibliomed). Uma pesquisa revelou que as novas drogas sintéticas consumidas por jovens de diversas localidades são tão prejudiciais para o organismo quanto as tradicionais. Em recente palestra no Brasil, o psiquiatra Petros Levounis, do Centro de Pesquisa de Adicção da Universidade de Nova York, falou sobre os prejuízos do uso de ecstasy, ketamina e ghb, substâncias bastante comuns nas festas “raves”, e do consumo de álcool, nicotina e cocaína.

O psiquiatra, lembrou, no entanto, que as pesquisas sobre as drogas sintéticas ainda são muito novas e as terapias para os dependentes exigem o desenvolvimento de novos métodos. O centro de pesquisa norte-americano é pioneiro no estudo da dependência química.

Para o psiquiatra, as drogas sintéticas não são usadas como um escape, mas como uma forma de aproximação. Normalmente, adolescentes e homossexuais masculinos, com bom poder aquisitivo, consomem as substâncias para se integrar ao grupo. O pesquisador confirma esta teoria, lembrando que o primeiro nome do ecstasy, que surgiu ainda nos anos 70, era empathy (empatia).

Como as pesquisas são recentes, Levounis afirma que faltam dados para compreender quanto destas substâncias vem sendo consumido, se as sintéticas estão substituindo as drogas convencionais e, ainda, que novas drogas estão surgindo.

As pesquisas continuam e os dados são recolhidos diretamente na fonte: os estudiosos vão às festas em Nova York, Los Angeles e outros centros para entrevistar os usuários.

Por enquanto, os trabalhos científicos têm priorizado o estudo das drogas sintéticas mais consumidas: o ecstasy, o anestésico veterinário ketamina e o gamahidroxibutirato (ghb), usado para o aumento da massa muscular. O ecstasy e a ketamina dão ao usuário a sensação de plenitude, empatia com o outro e potência sexual.

No entanto, causam impotência e, em longo prazo, provocam depressão, ansiedade e até síndrome do pânico. O ghb aumenta a potência sexual e não causa ressaca ou efeitos colaterais, mas pode ser fatal se consumido excessivamente. Como a dose suportável varia de usuário para usuário, qualquer erro mínimo pode ser letal.

Segundo as entrevistas com usuários, os pesquisadores concluíram que o consumo varia conforme a idade, que os adolescentes usam tudo o que lhes é oferecido e os homossexuais são mais sofisticados, escolhendo uma substância que será consumida em grandes quantidades.

Levounis explica que a estratégia dos pesquisadores não é mostrar apenas o lado ruim, mas também os benefícios agradáveis e imediatos da droga. Quando o usuário conhece os efeitos destrutivos em longo prazo, torna-se apto a fazer a própria escolha. Até agora, o centro norte-americano não tem dados sobre o consumo fora dos Estados Unidos.

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