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Vacina contra varíola poderá ser produzida no Brasil

Belo Horizonte, 08 de Novembro de 2001 (Bibliomed). A vacina contra a varíola, doença que é considerada uma das principais ameaças do bioterrorismo, poderá ser produzida no Brasil.

O ministro da Saúde, José Serra, está analisando a possibilidade e o início da produção depende, basicamente, do aval da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que analisa os riscos reais de uma epidemia global da doença e a necessidade de investimentos no setor.

O assunto já começou a ser discutido por técnicos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que é o órgão mais cotado para produzir as vacinas. Entretanto, a intenção é que outros laboratórios também colaborem nas pesquisas de uma nova droga.

A avaliação da Opas deve ficar pronta ainda este mês mas a decisão de pesquisar novas vacinas seria do próprio ministro José Serra. Pesquisas do mesmo tipo estão sendo feitas também nos Estados Unidos que lideram um esforço para que todos os países integrem a mobilização para prevenir uma possível epidemia de varíola, que foi erradicada em todo o mundo ainda nos anos 80.

Embora a varíola já tenha sido erradicada, ainda existem estoques da vacina no mundo. Elas fazem parte de um banco de dados como precaução contra a volta do vírus. Mas elas só servem para algumas variações do vírus e, mesmo assim, não são muito eficazes. No caso de uma grande epidemia, elas sequer seriam suficientes.

Especialistas de todo o mundo já alertaram que a varíola representa um perigo ainda maior que o antraz, já que o vírus que causa a doença é transmitido mais facilmente do que a bactéria do antraz. Além do mais, os estoques de vacina não são suficientes para as grandes epidemias enquanto que, no caso do antraz, existe um antibiótico disponível, o Cipro.

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