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Remédios ficam mais caros em novembro

Belo Horizonte, 23 de Outubro de 2001 (Bibliomed). Os consumidores vão pagar mais pelos remédios a partir do mês de novembro. A Câmara de Medicamentos autorizou que as indústrias farmacêuticas reajustem seus preços.

O aumento médio para o consumidor deve ser de 2,86% para os remédios de uso contínuo e antibióticos, e de 2,97% para os demais produtos.

A justificativa para o aumento é a desvalorização do real, que encareceu a importação das matérias-primas utilizadas na fabricação dos medicamentos. Segundo a Câmara, de janeiro a outubro deste ano, o real se desvalorizou 40% frente ao dólar.

O reajuste máximo para o consumidor só pode ser de 3,58% para os medicamentos de uso contínuo e de 3,72% para os demais. Quando o reajuste máximo for adotado em algum produto, a indústria fica obrigada a reajustar outro produto com percentual menor do que a média autorizada.

O aumento ao consumidor para medicamentos de uso contínuo e antibióticos é menor em relação aos demais porque em maio deste ano o governo reduziu o PIS e o Cofins desses produtos.

Os laboratórios reivindicavam um reajuste de 11,6%, que foi estudado durante dois meses pelo Ministério da Justiça, da Fazenda, da Saúde e pela Casa Civil da Presidência da República – órgãos que integram a Câmara de Medicamentos.

Em janeiro, um novo aumento de preços deve ocorrer. No entanto, o governo garante que o percentual de reajuste concedido em novembro será deduzido do próximo aumento. Com a decisão da Câmara, a partir do mês que vem, 13 mil medicamentos, fabricados por 300 laboratórios, estarão com os preços alterados.

O aumento é considerado extraordinário, porque os preços de medicamentos estão congelados até dezembro de 2002. Para as empresas, o reajuste médio autorizado por produto será de 4% e o máximo, de 5%.

Apesar das alterações de preços, a Câmara não permitiu que a margem de lucro das farmácias aumente, já que os estabelecimentos de venda ao consumidor não são diretamente afetados pelas variações do dólar. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma), o reajuste não é suficiente para compensar as perdas.

Para pressionar o governo federal, a Associação chegou a enviar três cartas à Câmara de Medicamentos, afirmando que sem o reajuste os laboratórios poderiam suspender os investimentos, inibir o lançamento de genéricos e diminuir o nível de empregos no setor.

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