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Médico católico critica uso do preservativo

Belo Horizonte, 17 de Setembro de 2001 (Bibliomed). Enquanto se discute uma forma de tornar mais fácil o acesso da população ao uso do preservativo, o clínico chileno Francisco Díaz Herrera, criticou no final da última semana o uso de preservativos como meio principal de prevenção da Aids. Sua opinião foi manifestada no I Congresso Latino-Americano de Médicos Católicos, que aconteceu no Rio de Janeiro.

Segundo ele, a camisinha pode falhar e estimula a promiscuidade. A melhor solução seria, então, educar em valores éticos, a fidelidade no matrimônio e a castidade.

Díaz Herrera é presidente da Federação das Associações Médicas Católicas Latino-Americanas. Para ele, há grande solidariedade e respeito por parte dos católicos para com os portadores de HIV.

Entretanto, ele reprova a atitude dos meios de comunicação, autoridades e profissionais de saúde em apontar o uso dos preservativos como melhor maneira de evitar o vírus.

Entre todos os congressistas, também predominaram as críticas ao aborto em qualquer circunstância, à manipulação de embriões em pesquisas científicas e à engenharia genética como meio para “fabricar” bebês idealizados pelos pais.

Díaz Herrera considera como “ataques frontais” à família a legalização do aborto, do divórcio, da difusão de métodos anticoncepcionais entre os jovens e da esterilização em hospitais públicos.

O Congresso Latino-Americano aconteceu simultaneamente ao III Congresso Brasileiro de Médicos Católicos, na sede da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. Os congressos têm como presidente de honra o cardeal arcebispo do Rio, Dom Eugênio Sales, que abriu o debate e acompanhou as palestras e mesas redondas da platéia.

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