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Envelhecimento da população exige novas políticas de saúde

Belo Horizonte, 31 de Agosto de 2001 (Bibliomed). Especialistas reunidos durante a Conferência Geral sobre a População, realizada na última semana, em Salvador/BA, estimam que em 50 anos 20% da população brasileira terá mais de 65 anos.

Atualmente, o índice é de 5,1%. Em 1970, no entanto, a população idosa representava cerca de 4%. O demógrafo norte-americano San Breston, da Universidade da Pensilvânia, que esteve presente no evento, considerou que o envelhecimento em todo o mundo está diretamente ligado aos avanços da Medicina e da Saúde Pública.

Nos países mais desenvolvidos, grande parte das pessoas atinge tranqüilamente os 80 anos, ao contrário do que acontecia na Roma Antiga, onde a expectativa de vida era de apenas 23 anos.

As condições gerais da população foram beneficiadas, principalmente, pelos investimentos em saneamento básico e pelos programas de melhoria da qualidade de vida. Breston acredita que esse envelhecimento vai forçar a previdência oficial e privada a mudarem suas estratégias, já que os gastos com o pagamento de aposentadorias será muito maior.

A mudança no perfil da população – cada vez mais idosa – tem relação direta com o declínio na taxa de fecundidade. Na década de 60 as mulheres tinham uma média de 5,8 filhos.

Atualmente, a média é de 2,3, com tendência de queda. A transformação rápida do perfil das faixas etárias, segundo os especialistas, não tem equivalente histórico em nenhum país desenvolvido.

O envelhecimento traz desafios para o Brasil. Se hoje o País tem dificuldades para manter os inativos, daqui a 50 anos, precisará se desdobrar para atender uma população de idosos quatro vezes maior em relação ao conjunto da população.

Além dos problemas com o sistema previdenciário, o governo precisará criar soluções nas unidades de saúde, para absorver toda a demanda de pacientes. Na opinião dos pesquisadores, o colapso será inevitável se não forem criadas políticas públicas adequadas e imediatas.

Uma das saídas pode ser o redirecionamento de recursos, que deixariam de ser aplicados em políticas voltadas para a criança, e passariam a ser investidos na formação dos jovens e no atendimento aos idosos. A Conferência ocorre a cada quatro anos e foi realizada pela segunda vez no Brasil. Cerca de 1.300 especialistas participaram do evento na Bahia.

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