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Alergia a glúten merece atenção dos médicos

Belo Horizonte, 10 de Agosto de 2001 (Bibliomed). Um estudo publicado na última edição do jornal médico inglês The Lancet concluiu que o índice de mortes entre pacientes que sofrem da doença celíaca, ou seja, que têm alergia a glúten (presente em alimentos como farinha de trigo, aveia e outros), é duas vezes mais alto que no resto da população.

A alimentação rica em glúten pode afetar a superfície do tecido intestinal das pessoas que sofrem da enfermidade, alterando a capacidade de absorção dos nutrientes vitais presentes nos demais alimentos.

A pesquisa mostrou também que a principal causa de morte entre os pacientes estudados referia-se ao linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer já relacionado anteriormente em outros estudos às complicações de longo prazo da doença celíaca.

A conclusão da pesquisa contraria a opinião geral de que a doença não é perigosa e indica a necessidade de se diagnosticar o problema o mais cedo possível. Dessa forma, os pacientes podem começar uma dieta alimentar rigorosa, livre de qualquer alimento que contenha glúten.

A demora para se chegar ao diagnóstico, ressaltam os pesquisadores, aumenta o risco de ocorrência de óbitos. A chamada doença celíaca afeta aproximadamente uma a cada 300 pessoas na Grã-Bretanha e tende a ser diagnosticada na fase adulta da vida e não na infância.

Diversos pacientes chegam a reclamar com os médicos alguns dos clássicos sintomas, como fadiga e diarréia. A pesquisa demonstra, entretanto, que algumas vezes as queixas são confundidas com as de anemia e de síndrome do cólon irritável.

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