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Mitos e verdades sobre a pílula

Belo Horizonte, 06 de Agosto de 2001 (Bibliomed). As mulheres, ou por vergonha ou por perguntarem pouco, têm muitas dúvidas sobre os efeitos do anticoncepcional oral mais usado – a chamada pílula. Muitas das manifestações orgânicas, citadas como dúvidas, se referem a produtos usados no início dos anos 60, quando o anticoncepcional foi colocado no mercado pela primeira vez. A qualidade dos hormônios esteróides era muito pior e a quantidade muito maior àquela época.

Não há relação entre a pílula e a esterilidade. O índice de dificuldade de gravidez é similar entre as mulheres que fazem uso do medicamento durante anos consecutivos e aquelas que nunca o utilizaram, ou seja, cerca de 15%. Durante alguns anos, ginecologistas defendiam a interrupção do medicamento para “dar um descanso ao organismo”.

Recomendava-se a pausa durante um mês a cada seis meses de uso do anticoncepcional. Hoje, isso é desaconselhado. É exatamente nesse período que muitas mulheres engravidam.

O medo de reações físicas ao produto ainda existe, sobretudo em relação ao ganho de peso. Na maioria dos casos, entretanto, não há alteração do peso, principalmente se a mulher faz uso do anticoncepcional de microdosagens.

Algumas usuárias chegam a perder peso, o que vai depender da resposta do organismo ao medicamento. Se persistirem sintomas como a sensibilidade mamária é recomendada a troca do produto, após consulta médica.

O temor em relação aos canceres também assusta as mulheres. Na prática, entretanto, a pílula pode até diminuir a incidência de câncer de ovário, uma vez que determina a inibição da ovulação.

Há redução em aproximadamente 60% do risco de câncer no endométrio (revestimento interno do útero), em virtude do efeito protetor do hormônio progestogênio. A maioria dos estudos demonstra que os contraceptivos orais não mantém relação direta ou indireta com o aumento da incidência do câncer de mama.

Pesquisas indicam ainda que as usuárias de pílulas apresentam risco para o desenvolvimento do câncer de colo uterino, não por fazerem uso do produto, mas por iniciarem cedo a atividade sexual.

Os estudos têm relacionado os tumores de colo de útero ao vírus sexualmente transmissível HPV (Papiloma Vírus Humano). O vírus, no entanto, é detectado no exame de Papanicolau e é eliminado com tratamento.

Já a associação do contraceptivo oral ao cigarro, realmente, aumenta em até vinte vezes a incidência de fenômenos trombóticos (derrame, infarto e trombose venosa).

Isso ocorre pelo fato de o cigarro associado aos hormônios potencializar o fenômeno de coagulação do sangue. Obesidade e diabetes também são fatores de risco quando associados à pílula.

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