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Dor de cabeça: incomum é quem nunca sentiu

Belo Horizonte, 26 de Julho de 2001 (eHealthLA). Existem mais de 150 tipos diferentes de dores de cabeça. O incômodo é tão freqüente que o difícil é a pessoa nunca ter vivenciado pelo menos um episódio de dor. As mais comuns são as chamadas cefaléias tensionais, seguidas das enxaquecas.

Apesar de pouco intensas, as cefaléias tensionais são suficientes para incomodar. Normalmente, atingem os dois lados da cabeça, sem latejar. Podem manifestar-se também como um "peso", que surge geralmente na nuca e se irradia.

As crises, conhecidas entre os médicos como "cefaléia tensional episódica", podem ser desencadeadas pelo estresse e duram de minutos a dias.

Como a dor é ocasional e quase sempre leve, os médicos costumam indicar analgésicos convencionais. E alertam para os efeitos maléficos do abuso e da automedicação.

Em excesso, as drogas podem causar uma espécie de dependência e a chamada "cefaléia de rebote", uma dor de difícil controle. Além disso, os analgésicos podem trazer prejuízos para o funcionamento de outros órgãos, como o estômago e o fígado.

Já a enxaqueca, também comum, é intensa e latejante. Quase sempre, atinge um só lado do crânio e pode piorar com o esforço físico. Junto com a dor, os pacientes ainda experimentam náuseas, vômitos e aversão à luz e ao barulho.

As crises habitualmente duram algo entre 4 horas e 72 horas. Podem ser disparadas diante de estresse, emoções fortes, atividades físicas, álcool e até mesmo após a ingestão de alguns alimentos. Sem tratamento, porém, os episódios podem evoluir para uma dor de cabeça crônica e diária.

Estudos científicos apontaram a existência de um defeito genético no mecanismo de ação dos neurotransmissores, substâncias essenciais para conduzir o impulso nervoso.

Na prática, é como se o cérebro estivesse sempre pronto para uma crise. Segundo os médicos, a dor é desencadeada por uma queda brusca nos níveis de um desses neurotransmissores, a serotonina.

Com isso, ocorre uma reação inflamatória em torno das artérias cranianas que provoca o transtorno. Há medicamentos modernos que interferem no mecanismo de ação da serotonina e permitem controlar o problema.

Os médicos recomendam uma consulta ao neurologista se o paciente notar, além dos sintomas típicos da enxaqueca, alterações na visão, como pontos escuros ou luminosos, dificuldades de movimento, tonteiras ou mesmo o adormecimento de um lado do corpo.

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