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Mulheres não sabem como lidar com a Síndrome da Tensão Pré-Menstrual

Belo Horizonte, 17 de Julho de 2001 (eHealthLA). Irritabilidade excessiva, dores no corpo, falta de libido e até depressão são alguns dos sintomas da Síndrome da Tensão Pré-Menstrual (STPM), problema que aflige muitas mulheres no Brasil.

Segundo os estudos da enfermeira Clarice Heiko Muramatsu, que defendeu uma tese sobre o assunto na Escola de Enfermagem da USP, parte das mulheres tem dificuldades para lidar com as alterações do corpo, os efeitos da STPM e a angústia causada pela situação.

Clarice fez pesquisas quantitativas e qualitativas, com mulheres com profissões diferentes e idades entre 18 e 44 anos. Para compreender os resultados, a enfermeira adotou conceitos dos filósofos Martin Heidegger e Merleau-Ponty.

Há oito anos, a enfermeira estuda a tensão pré-menstrual (TPM). Sua análise qualitativa, base para a tese defendida recentemente, fez uma única pergunta a seis mulheres que apresentam os sintomas do problema todos os meses: “Como é conviver com a Síndrome da TPM?”.

As entrevistadas admitiram que os sintomas interferem no cotidiano e no relacionamento com as outras pessoas. A partir das respostas, Clarice analisou o grau de entendimento do problema e a visão que as mulheres têm de si mesmas durante esse período, que pode durar vários dias.

O resultado foi dividido em três categorias. Na primeira delas, as mulheres relataram a dificuldade de lidar com as alterações do corpo, que interferem na dinâmica de vida e no modo de ser com os familiares e no trabalho. Algumas entrevistadas desconhecem até mesmo os sintomas da síndrome.

A segunda categoria mostrou como é viver a angústia da situação, quando a mulher percebe que age de uma forma que não condiz com sua essência, chegando muitas vezes a não ter controle de suas atitudes.

“Algumas mulheres revelaram que, nesse período, a impressão é de que elas não vivem no próprio corpo”, explica. A última categoria demonstrou claramente necessidade que têm de receber cuidados especiais.

Um dos problemas constatados pela enfermeira, em relação a TPM, foi o de que muitas mulheres não procuram tratamento. “A conscientização é fundamental para ajudar as mulheres que sofrem desse mal. Isso vale também para os homens, que convivem de perto com a questão”, lembra.

A incompreensão masculina pode agravar o estado da mulher. As conclusões da tese de doutorado “Convivendo com a Síndrome da TPM: um Enfoque da Fenomenologia Existencial” vão servir para a elaboração de palestras que a enfermeira pretende realizar no futuro.

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