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Proteínas Podem Sinalizar Fertilidade em Pacientes com Endometriose

Por Nancy Deutsch

NEW YORK, (Reuters Health) - Pesquisadores identificaram um marcador em mulheres com endometriose que eles acreditam ser útil na identificação daquelas mulheres que podem ser ajudadas a engravidar.

Mulheres com endometriose, uma condição na qual tecido do revestimento uterino é encontrado em outros lugares da pelve, frequentemente têm dificuldade em engravidar, explicou o Dr. Bruce A. Lessey, professor de ginecologia e obstetrícia da University of North Carolina em Chapel Hill.

O Dr. Lessey teve co-autoria em um estudo examinando a fertilidade de mulheres com endometriose. O relato está publicado no Fertility and Sterility.

Em pesquisa prévia, investigadores descobriram que algumas mulheres com endometriose não têm proteínas conhecidas como alphav-beta3 e fator de inibição da leucemia (FIL). Estas proteínas, encontradas no revestimento uterino por volta do 20º ao 28º dia ciclo menstrual, parecem desempenhar um papel ajudando o embrião a se fixar no útero, explicando porque mulheres sem as proteínas têm problemas de fertilidade.

Neste estudo, o Dr. Lessey e colegas obtiveram fluido peritoneal (abdominal) de mulheres com infertilidade relacionada à endometriose, e também de mulheres sem endometriose, e injetaram o fluido em ratas. As ratas que receberam fluido de mulheres inférteis com endometriose “tiveram uma taxa de gravidez mais baixa”, disse ele.

Os pesquisadores sugerem que a beta3 e a FIL podem indicar receptividade uterina, sinalizando que o útero está pronto para a adesão do embrião.

O achado sugere que as proteínas possam servir como um marcador de infertilidade em pacientes com endometriose. Mulheres com endometriose que têm as proteínas podem provavelmente conceber mais fácil e mais rapidamente do que aquelas que não têm, explicou o Dr. Lessey. Esta informação pode salvar alguns casais, economizando dinheiro e esperanças e pode identificar mulheres que precisam de tratamento mais agressivo, destacou ele.

“Aproximadamente 50% das mulheres com endometriose provavelmente não têm uma ou ambas as proteínas. Mas outros fatores podem simultaneamente esta desempenhando um papel nas taxas de fertilidade destas mulheres”.

“Existem múltiplos defeitos nos endométrios destas mulheres”, disse o Dr. Lessey à Reuters Health em uma entrevista.

Esta pesquisa significa que médicos podem em breve estar aptos a “identificar subgrupos de mulheres (com endometriose) que são mais inférteis”.

Ela pode também levar ao desenvolvimento de um novo método contraceptivo se os cientistas puderem encontrar uma maneira de bloquear estas proteínas em mulheres saudáveis, acrescentou ele. Neste ponto, “é cedo para se dizer que o marcador é o caminho certo, mas esta parece ser uma abordagem promissora”.

Fonte: Fertility and Sterility 2000;74:1-8.

Sinopse preparada por Reuters Health

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