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Doenças do Labirinto têm tratamento

São Paulo, 28 de Junho de 2001 (eHealthLA). A abordagem atual do paciente com tontura ou vertigem é sempre um processo dinâmico, que requer investigação adequada.

De acordo com o médico especialista Lucio Castagno, de Porto Alegre, igualar automaticamente tontura ou vertigem às doenças do labirinto e prescrever antivertiginosos para uso crônico apenas contribui para a falsa crença popular de que “labirinto não tem cura”.

O médico frisa que a abordagem de pacientes com distúrbios do equilíbrio corporal tem sofrido alterações significativas nos últimos anos.

A manutenção do equilíbrio estático depende de três sistemas principais: o somatosesorial (músculos, tendões, articulações e receptores cutâneos), o visual e o sistema vestibular.

A perfeita interação dos estímulos provenientes destes sistemas, em nível cerebral, determina a correta postura. Quando acontece algum distúrbio, vem a vertigem (alucinação de movimento) e a tontura. “A sensação é a de que se vai cair, de que o chão não está mais embaixo, de que se perdem as referências”, diz uma paciente.

As causas são inúmeras. Da mesma forma que em pacientes febris, onde se observa apenas um sintoma, é necessário que se busque a causa para iniciar um tratamento adequado. O Dr. Castagno condena a prescrição pura e simples de um antivertiginoso, pois seria como tratar uma criança com febre apenas com antitérmicos, sem procurar saber se ela apresenta uma infecção, por exemplo.

“Não há caminho fácil, atalho ou tratamento mágico prontamente eficaz no paciente com distúrbios de equilíbrio” constata o médico. Para ele, a expectativa de soluções definitivas, sem investigação que leve a diagnósticos ao menos presuntivos, é caminho para o insucesso e frustração, tanto do paciente quanto do seu médico.

“Lamentavelmente, em alguns casos, mesmo uma abordagem adequada pode não apontar alternativas terapêuticas exeqüíveis ou eficazes”, conclui.

Diagnostico

A investigação começa com uma boa avaliação do estado psicológico do paciente. Os médicos são unânimes em afirmar que as alterações do equilíbrio são comumente associadas ao estresse intenso. É indispensável conhecer a história clínica do paciente, particularmente cardiovascular e neurológica, bem como o uso de medicamentos. O Dr. Castagno aconselha o seguinte sistema de avaliação:

1) Descartar alterações cardiovasculares;

2) Exame otoneurológico;

3) Avaliar nistagmo sem inibição visual (movimento rápido e involuntário de globo ocular, em um só sentido ou em dois - horizontal, vertical ou rotatório);

4) Exames complementares básicos - testes audiométricos, laboratoriais, radiografia de coluna cervical;

5) Laboratório Vestibular;

6) Exames complementares especiais.

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