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Transplante de coração ganha o implante como novo aliado

São Paulo, 28 de Maio de 2001 (eHealthLA). A Anvisa – Imagine se os pacientes que necessitam de um transplante de coração pudessem aguardar por um doador usando um implante que evitasse a morte durante este tempo de espera.

Imagine ainda que este implante pudesse auxiliar na recuperação do músculo cardíaco e evitar o transplante. Europeus e norte-americanos não precisam mais imaginar e, em breve, os brasileiros também mergulharão nesta realidade.

Inicialmente utilizado como ponte para o transplante, o ventrículo artificial LVAD (Left Ventricular Assist Device) também pode ser usado para a recuperação ou até como alternativa ao transplante.

Experiências nesse sentido foram realizadas, e bem sucedidas. Há registro, na Europa, de um caso de paciente que utilizou o ventrículo artificial por mais de quatro anos.

Para falar sobre este tipo de implante está no País o professor Roland Hetzer, cirurgião cardíaco chefe do Deütsch Herzzentrum de Berlim, na Alemanha – um dos maiores centros de cirurgia cardíaca do mundo.

Ele é um dos principais palestrantes do XXII Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, que acontece até este sábado, 26, em Campos do Jordão (SP).

O dr. Hetzer é o maior especialista mundial na utilização do Novacor – ventrículo artificial que estará disponível para os cirurgiões brasileiros através da Edwards Lifesciences Macchi, multinacional norte-americana com sede no Brasil.

O próprio dr. Hetzer é um dos maiores pesquisadores do implante como ponte para recuperação, ou seja, do tratamento da insuficiência cardíaca.

Um estudo realizado em 1224 pacientes que receberam o implante do Novacor mostrou que 4% recuperaram a função do coração, 93% fizeram o transplante e 3% utilizaram o ventrículo artificial como alternativa ao transplante.

Somente em São Paulo 500 pessoas se cadastraram nos últimos dois anos para fazer um transplante de coração, sendo que aproximadamente 30% desses pacientes morreram durante a espera.

"Poderíamos ter salvo de 70% a 80% dos pacientes com esta cirurgia, utilizando o ventrículo artificial como ponte para o transplante.

No Brasil ainda não há campanhas esclarecedoras e o número de doadores é muito baixo, o que aumenta ainda mais o tempo de espera", conta o Dr. Jarbas Dinkhuysen, chefe da seção médica de transplantes do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.

"Além disso, há pacientes que poderiam recuperar o músculo cardíaco, como há vários casos comprovados na Europa", finaliza o Dr. Jarbas.

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