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BRASIL: Genoma de bactéria que combate a Doença de Chagas será conhecido em julho

São Paulo, 28 de Março de 2001 (eHealthLA). Deve estar concluído até junho o sequenciamento do genoma da bactéria Chromobacterium violaceum, que pode ser usada no combate à doença de Chagas e à leishmaniose.

O prazo para a conclusão do trabalho foi anunciado na Conferência Brasileira Internacional do Genoma, em Angra dos Reis onde participam 500 cientistas para a apresentação dos últimos avanços da pesquisa sobre o genoma humano, de outros mamíferos, de plantas e de microorganismos.

A bactéria estudada, que processa minério de ouro e vive no rio Negro, na Amazônia, tem o poder de matar o Trypanosoma cruzi, protozoário que causa a doença de Chagas.

A doença de chagas é assim denominada em homenagem ao seu descobridor, o médico brasileiro Dr. Carlos Justiniano Ribeiro das Chagas.

Foi descoberta em 1909, quando Carlos Chagas realizava uma campanha contra a malária que atingia operários que trabalhavam na construção de um trecho da Estrada de Ferro Central do Brasil, na região norte do Estado de Minas Gerais. Carlos Chagas descreveu o agente etiológico, o transmissor e o modo de transmissão da doença.

Definição

O mosquito barbeiro pica o homem e, em seguida, deposita suas fezes sobre o local. Por meio delas passa o parasito Tripanosoma cruzi.

"Os sintomas da infecção só aparecem muitos anos depois", alerta o cardilogista Ângelo Amato Vincenzo de Paola, da Universidade Federal de São Paulo.

O tripanossoma faz o coração bater depressa ou devagar demais, inflama seu músculo, deixando-o enorme — tão enorme que ele acaba sem forças para bater. Quando o diagnóstico é precoce, é possível acabar com a infecção por meio de medicamentos.

Quadro Clínico

Segundo dados da Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN), em São Paulo, os sinais iniciais da doença se produzem no próprio local, onde se deu a contaminação pelas fezes do inseto.

Estes sinais, surgem mais ou menos de 4 a 6 dias, após o contato do "barbeiro"com a sua vítima. Os sintomas variam de acordo com a fase da doença, que pode ser classificada em aguda e crônica.

Fase aguda: Febre, mal estar, falta de apetite, edemas localizados na pálpebra (sinal de Romanã) ou em outras partes do corpo (chagoma de inoculação), infartamento de gânglios, aumento do baço e do fígado e distúrbios cardíacos.

Em crianças, o quadro pode se agravar e levar à morte. Freqüentemente, nesta fase, não há qualquer manifestação clínica da doença, podendo passar desapercebida.

Fase crônica: Nesta fase, muitos pacientes podem passar um longo período, ou mesmo toda a sua vida, sem apresentar nenhuma manifestação da doença, embora sejam portadores do T.cruzi.

Em outros casos, a doença prossegue ativamente, passada a fase inicial, podendo comprometer muitos setores do organismo, salientando-se o coração e o aparelho digestivo.

As drogas hoje disponíveis são eficazes, apenas na fase inicial da enfermidade, daí a importância da descoberta precoce da doença.

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