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BRASIL: Medicina Reprodutiva Preserva Fertilidade em Pacientes de Tratamentos Oncológicos

São Paulo, 22 de Fevereiro de 2001(eHealthLA). Os recursos utilizados pela medicina reprodutiva atualmente incluem a possibilidade de congelar fragmentos do ovário de pessoas acometidas pelo câncer. Trata-se da criopresevação terapêutica de gametas (óvulos e espermatozóides), que visa a preservação da fertilidade das pessoas que passarão por tratamentos de químio ou radioterapia.

Segundo o médico Assumpto Iaconelli, diretor do Fertility – Centro de Fertilização Assistida, em relação às mulheres, a esterilidade, quase sempre é definitiva. Os efeitos esterilizantes dos tratamentos oncológicos podem resultar tanto em perda da função uterina normal como na destruição total ou parcial da reserva de óvulos no ovário. “Além da infertilidade, existe também um grande risco dessas pacientes, principalmente as com idade superior a 30 anos, apresentarem um quadro de menopausa precoce”, diz o especialista.

Nova técnica

“O congelamento e o armazenamento de tecido ovariano representa uma promissora alternativa para a preservação da fertilidade feminina”, explica Iaconelli. Segundo ele, essa tecnologia consiste em congelar fragmentos de ovário que contêm os óvulos no estágio mais primitivo e indiferenciado. Os fragmentos são retirados através de pequenas incisões no abdômen por meio da videolaparoscopia.

Em relação aos homens, mais de 90% dos pacientes apresentam um quadro de azoospermia (ausência de espermatozóides no ejaculado) poucas semanas após o início da quimioterapia. Desse percentual, 30% apresentam esterilidade permanente, o que justifica o congelamento de sêmen. “O procedimento é muito simples, numa única ejaculação se obtêm milhões de espermatozóides”, diz Iaconelli.

Medicina reprodutiva

São muitos os recursos da medicina reprodutiva que possibilitam a realização do sonho de ter um filho: - biópsia de embrião, ICSI (injeção de um único espermatozóide dentro do óvulo), microdissecção cirúrgica do testículo, beneficiamento do sêmem (possibilita a concepção de um bebê saudável ao homem soropositivo), entre outros. “No que se refere ao congelamento de óvulos, a utilização futura do material colhido e congelado está sendo amplamente discutida e analisada”, conclui Iaconelli. O tecido, quando descongelado, tanto pode ser transplantado novamente para a paciente como ser submetido a uma técnica laboratorial de amadurecimento in vitro.

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