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Substitutos do Leite Podem Levar Mal da Vaca Louca à Letônia

14 de Fevereiro de 2001 (Bibliomed). A Letônia pode enfrentar riscos de doença da vaca louca devido a importações anteriores de substitutos do leite para alimentar bezerros, disse na terça-feira o chefe do serviço veterinário federal da Alemanha, Werner Zwingmann.

Durante uma visita à Letônia para a assinatura de um acordo de cooperação de serviços veterinários para prevenção e combate de doenças animais, Zwingmann foi questionado sobre se acreditava que a Letônia enfrentava riscos da doença, a encefalopatia espongiforme bovina (BSE).

Zwingmann disse que um dos riscos possíveis pode vir de substitutos do leite contendo gordura animal que foram dados a bezerros.

"Se levarmos em conta que esse substituto do leite foi importado de países bálticos desde cerca de 1997 e que o período de incubação da doença é de quatro a seis anos, você pode calcular quando poderá observar os primeiros casos da doença", disse Zwingmann.

Dados de importações de substitutos do leite para bezerros da Letônia não estavam imediatamente disponíveis.

A Letônia importou substitutos do leite da Dinamarca e da Holanda no passado. O país suspendeu a importação de carne bovina de Itália, Grã-Bretanha, Alemanha, Luxemburgo, Liechtenstein, Bélgica, Dinamarca, Suíça, Portugal, França, Irlanda, Espanha e Holanda.

A Letônia também proibiu as importações de gordura animal dos mesmos 13 países, assim como Kuweit, disse o diretor do serviço veterinário, Vinets Veldre, à Reuters.

O país ainda não proibiu as importações de substitutos do leite, mas vai acompanhar de perto a forma como outros países europeus resolvem a questão.

"Assim que houver uma proibição (dos substitutos do leite) vamos reagir, mas enquanto isso é somente uma teoria e não existem causas formais, não devemos causar pânico", disse Veldre.

O ministro da Agricultura da Letônia, Atis Slakteris, disse à Reuters que acredita que a teoria de que os substitutos do leite implicam em riscos maiores ao Estado báltico não é clara.

"Cientistas têm mais perguntas do que respostas nessa esfera, e a idéia de que a doença pode ser transmitida por substitutos do leite tem somente duas semanas", afirmou Slakteris.

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