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Chances de Transplante de Animais Para Humanos Diminuem

Por Richard Woodman

LONDRES (Reuters Health)
- Sérias dúvidas sobre as perspectivas de sucesso de transplantes de órgão de animais para humanos foram expressas por um comitê consultivo de especialistas do governo.

Várias empresas incluindo a PPL (Grã-Bretanha), Novartis (Suíça) e Biotransplante (Estados Unidos) estão investindo em pesquisa para transplante de órgãos de animais para seres humanos na esperança de aliviar a grave escassez de doadores de órgãos para transplante.

Entretanto, as chances de sucesso podem estar retrocedendo, segundo relatório anual da Autoridade Regulatória de Xenotransplante da Grã Bretanha, instalada há três anos para regular esta nova área. Qualquer transplante entre espécies diferentes é chamado de xenotransplante.

O documento, publicado pelo Departamento de Saúde em 5 de fevereiro, observa que modificações genéticas da origem animal para "driblar" o gene responsável pela rejeição e a inclusão de novos genes para controlar a rejeição tardia -- embora promissoras -- ainda estão em "estágios muito iniciais".

O documento acrescenta que a pesquisa em animais "ainda não forneceu dados substantivos de que órgãos xenotransplantados são capazes de manter a vida em humanos. Pesquisadores têm indicado que isto está relacionado mais à inabilidade de otimizar regimes imunossupressivos que a problemas de fisiologia. A ausência de dados é uma preocupação e essas informações serão obtidas apenas por meio de mais pesquisas com animais."

O relatório também expressou preocupação com o fato de que atualmente é impossível eliminar todos os possíveis riscos de transmissão de doenças como resultado do xenotransplante.

"Parece que a possibilidade de xenotransplante de órgãos completos -- particularmente de coração -- estar disponível dentro de um tempo clinicamente válido pode estar começando a retroceder", concluíram os autores.

O documento afirma que os maiores progressos têm sido feitos no desenvolvimento de terapias de transplante de células para distúrbios como a doença de Parkinson e de Huntington, derrame, epilepsia, lesões na coluna e diabete.

A entidade consultou várias empresas, como a Genzyme, para discutir os progressos nas terapias celulares de xenotransplante para doença de Parkinson, assim como com a pequena empresa britânica Reneuron que está desenvolvendo células-tronco neurais de ratos e humanos para implante em cérebros atingidos por doenças degenerativas.

O problema de rejeição não é um obstáculo neste tipo de tratamento, disseram os especialistas.

Sinopse preparada por Reuters Health

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