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Programa Contra Abuso Infantil dos EUA é Bem-Sucedido

Por Emma Patten-Hitt

ATLANTA (Reuters Health)
- Os resultados de um programa dirigido para atingir pessoas que abusam sexualmente de crianças -- mais que ensinar aos pequenos maneiras de se proteger -- ressaltam o potencial deste tipo de abordagem, segundo um relatório dos Centros para Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

O programa piloto, chamado "Stop It Now!" (pare agora), implantado em Vermont, trata o abuso sexual de crianças como uma questão de saúde pública, segundo artigo publicado na edição de 9 de fevereiro do Morbidity and Mortality Weekly Report, dos CDC.

"Técnicas de saúde pública oferecem uma oportunidade única de evitar o abuso infantil", disse Joan Tabachnick à Reuters Health. "Criamos uma campanha de marketing social dirigida aos adultos, incluindo os que abusam das crianças e as pessoas que os conhecem", disse a pesquisadora.

A estratégia está baseada no sucesso de outras campanhas como as feitas para impedir que motoristas dirijam embriagados, para estimular fumantes a largar o cigarro e para promover o sexo seguro.

Nos últimos quatro anos, 118 pessoas que abusaram de crianças em Vermont (20 adultos e 98 adolescentes) confessaram seus crimes -- "não porque foram delatados por uma vítima, mas porque assumiram a responsabilidade de seus atos", afirmou Tabachnick. "Em Vermont, há entre 500 e 600 registros de abuso infantil por ano, é um percentual significativo", explicou a especialista.

Outro resultado animador é que o número de moradores de Vermont capazes de descrever adequadamente o abuso sexual infantil aumentou de 44,5 para 84,8 por cento entre 1995 e 1999.

A intervenção da saúde pública inclui uma campanha de mídia para esclarecer a população, outra dirigida a famílias de alto risco e uma linha telefônica de ajuda para responder a questões sobre abuso sexual infantil.

"Ninguém mais no país está usando esta abordagem. Pelo sucesso que temos tido em Vermont, estamos testando um programa piloto na Filadélfia, fazendo acordos com Minessota, Idaho e com o Reino Unido", disse a pesquisadora.

Segundo Tabachnick, este tipo de programa poderia não funcionar em vários Estados. "Escolhemos Vermont porque tem programas de tratamento em todo o Estado e também nas prisões, onde as pessoas que abusam de crianças têm terapia garantida caso se entreguem", disse a especialista.

"Estamos recebendo cada vez mais informações de que a pessoa que pratica o abuso geralmente é alguém que a criança conhece e em quem confia. Como adultos, precisamos retirar o peso da prevenção dos ombros das crianças e colocá-lo sobre os ombros dos adultos", disse Tabachnick.

Sinopse preparada por Reuters Health

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