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EUA consideram a Aids uma ameaça para a segurança

30 de Abril de 200 (Bibliomed). O Governo americano considera a Aids um ameaça para a segurança, capaz de derrubar governos de outros países, provocar conflitos étnicos e acabar com anos de esforços para consolidar democracia no exterior, informou este domingo o jornal Washington Post.

O Conselho de Segurança Nacional, que até agora não havia se envolvido na luta contra a pandemia, está realizando uma reavaliação da política do Governo frente à doença, revela o jornal.

Um grupo de trabalho da Casa Branca foi encarregado de estudar os meios para fortalecer as medidas internacionais para lutar contra a doença, acrescenta a publicação.

Desconhecida há até vinte anos, a Aids infectou 50 milhões de pessoas no mundo, das quais 15 milhões (2,6 milhões só em 1999) faleceram.

Atualmente, 95% dos aidéticos vivem em países em vias de desenvolvimento e 23 milhões na África, segundo cifras da Organização Mundial de Saúde.

Segundo uma estimativa dos serviços de inteligência americanos, citada pelo Washington Post e preparada em janeiro a partir de dados de análises governamentais, a Aids pode causar a morte da quarta parte da população da África Austral e ter conseqüências similares na Ásia e na ex-União Soviética.

"Alguns dos países mais duramente castigados, em um primeiro momento na África sub-sahariana e depois em outras regiões, viverão um desastre demográfico" nos próximo 20 anos, advertiu o estudo.

Esta situação "empobrecerá ainda mais as classes pobres e geralmente também as classes médias, o que deixará uma massa enorme de órfãos sem recursos, incapazes de enfrentar a situação e expostos à exploração e à radicação", explica o informe citado pelo Washington Post.

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