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BRASIL: Semana Mundial da Hanseníase Levanta Debate Sobre a Doença no Brasil

São Paulo, 30 de Janeiro de 2001 (eHealthLA). Começou ontem a semana mundial de combate à hanseníase, conhecida popularmente como lepra. No Brasil existem 60 mil doentes, o que coloca o país em segundo lugar, no mundo, em número de pessoas infectadas. Dos casos registrados na América Latina, 80% estão no Brasil.

Segundo a médica Rachel Tardin, coordenadora do Programa de Hanseníase da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, a meta do Governo Federal é erradicar a doença até 2005. "Por enquanto, a hanseníase ainda é uma doença de diagnóstico difícil e tardio porque o paciente que apresenta uma mancha na pele raramente procura atendimento médico", explica. O avanço da doença é lento, e os primeiros sintomas podem chegar a se manifestar somente depois de um ano de contraída a infecção.

Atualmente, a taxa de prevalência da hanseníase é de três casos para cada dez mil habitantes. O Governo quer reduzir esse número a um terço em quatro anos.

Características

A hanseníase se caracteriza por manchas com alterações de sensibilidade na pele. A doença tem cura e o tratamento pode ser feito sem necessidade de internação no período de seis meses a um ano. O contágio se dá pelo contato direto com pacientes sem tratamento, através das vias aéreas superiores. A sintomatologia dependerá das condições imunológicas da pessoa contagiada, e as características de sua evolução serão determinadas pelo tipo da doença.

"Nosso objetivo é reduzir os fatores que contribuem para a disseminação da hanseníase, que são baixa informação da população e baixa oferta de serviços para tratamento", disse Tardin. Informações: Telehansen (0800-262001).

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