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BRASIL: Epidemia de Hepatite A em Cidade do Interior Paulista

São Paulo, 16 de Janeiro(eHealthLA). A epidemia de hepatite A está crescendo na cidade de Batatais (355 km de São Paulo). Desde o ano passado foram confirmados 159 casos, sendo que 144 nos últimos quatro meses. Segundo a Secretaria da Saúde, a epidemia deve ter surgido em córregos de bairros da cidade, onde havia bactérias que propagam a doença. Segundo Pedro Aluízio Diani, secretário municipal da Saúde, a primeira ação está sendo interditar a retirada de água dos córregos para regar hortas.

Segundo o gastroenterologista Wagner Marujo, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo os vírus das hepatites, ao infectarem o corpo, se instalam nas células hepáticas. No caso do tipo A, o organismo consegue se livrar dele. Mas, nas hepatites B e C, os vírus arrasam as células do fígado, também atacadas pelas células de defesa, que tentam eliminar os microorganismos. “Felizmente, 99,5% dos que pegam hepatite A se curam”, diz. Segundo o especialista para prevenir a epidemia da hepatite A é importante orientar a população a ferver ou filtrar a água e a manter os cuidados de higiene, já que a doença é transmitida pela água e alimentos contaminados.

Hepatites – Vírus e Sintomas

Tipo A: É provocada pelo vírus A, transmitido pelo contato com água ou alimentos contaminados por fezes de doentes.

Tipo B: O contágio se dá por meio de sangue infectado pelo vírus B. Relações sexuais com indivíduos portadores também transmitem a doença.

Tipo C: É provocado pelo vírus C, que também pode passar pelo sangue ou por meio do sexo.

Na hepatite A, a pessoa tem mal-estar, febre e vômitos. Na hepatite B, a pele fica amarela, a urina escurece e podem ocorrer náuseas. Em 10% dos casos, o mal se torna crônico. A hepatite C é a mais perigosa porque 80% dos doentes viram crônicos, mas não sentem nada. Só descobrem que têm o vírus quando os estragos são enormes. Um dos danos mais comuns é a cirrose. Nas hepatites B e C crônicas, apela-se para drogas capazes de estimular as defesas do organismo. Outra estratégia dos remédios é frear a multiplicação dos vírus no fígado. Há vacinas contra a hepatite A e contra a hepatite B. Mas é indispensável o uso de seringas descartáveis e de preservativos nas relações sexuais para evitar o avanço da hepatite C.

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