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Vacina de câncer da próstata mostra promessa

Nova Iorque, (Reuters Health) - Uma vacina experimental apontada a tratar câncer de próstata pode ajudar a controlar a doença que tenha se espalhado além da próstata, de acordo com descobertas preliminares de um novo estudo. A vacina consiste em um vírus geneticamente modificado que é projetado para estimular o sistema imunológico a atacar células de câncer de próstata.

Em uma prévia intervenção clínica, a vacina foi dada a 33 homens que tinham câncer de próstata em níveis crescentes de antígeno prostático específico (PSA), um sinal de que o câncer não estava sob controle. PSA é uma substância que é produzida por ambos os tipos de próstata: normal e cancerosa; um nível de PSA alto pode ser um sinal de câncer ou outras condições de próstata benignas.

Os participantes do estudo receberam três doses da vacina com intervalos de 4 semanas, e depois do tratamento, a metade dos pacientes não mostrou nenhum aumento de PSA durante pelo menos 6 meses, e seis homens não tiveram nenhum aumento de PSA em mais de 2 anos.

Todos os homens já tinham sofrido tratamento padrão com cirurgia, radiação ou uma combinação de ambos, relata o Dr. Joseph Paul Eder do Dana-Farber Câncer Institute, em Boston, Massachusetts, e colegas em pesquisa ao Clinical Câncer Research.

Em uma entrevista à Reuters Health, explicou Dr. Harold Kaufmann que a vacina consiste em vacina com vírus, este sendo relativamente atenuado usado em vacinas de varíola e que são geneticamente modificados para expressar o PSA humano.

Uma vez no corpo, o vírus de PSA é atacado pelas células T do sistema imunológico. A esperança que uma vez expostas às células T, o vírus PSA seria atacado, e também as células tumorais, de acordo com Kaufmann que dirige o programa de vacina de tumor do Albert Einstein College of Medicine em Nova York.

Kaufmann, o principal pesquisador na próxima fase do estudo, notou que os pacientes mostraram respostas às células T que entraram em contato com o vírus PSA; porém, ele e os colegas acreditam que podem aplicar injeções auxiliares múltiplas (talvez com tipos diferentes de vírus) para maximizar as respostas imunes dos pacientes. A meta a longo prazo, de acordo com Kaufmann, é usar terapia de vacina antes do câncer espalhar.

No princípio estudos como este estavam apenas observando se injeções de vírus vivos em pacientes com câncer eram totalmente seguro. Agora parece não apenas ser seguro, mas efetivo em alguns pacientes, disse Kaufman.

Terapia com vacina vai claramente ser a forma principal de tratamento para câncer, acredita Kaufmann. Faz muito mais sentido do que utilizar nas pessoas substâncias químicas tóxicas, sendo mais específico (para células do tumor) que quimioterapia ““.

FONTE: Clinical Cancer Research 2000;6:1632-1638.

Sinopse preparada por Reuters Health

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