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Gel Evita Perda de Cabelo Provocada Pela Quimioterapia

08 de Janeiro de 2001 (Bibliomed). Um gel que impede temporariamente o crescimento do cabelo evita a calvície causada pela quimioterapia pelo menos em ratos e camundongos.

Se o produto for seguro para seres humanos, poderá impedir a queda de cabelos que atormenta os pacientes com câncer, informaram os pesquisadores do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Glaxo Wellcome, em Research Triangle Park (Carolina do Norte).

A equipe de Stephen Davis testou o gel em ratos e camundongos recém-nascidos que haviam recebido transplante de couro cabeludo humano. A equipe passou o gel nos animais e submeteu-os à quimioterapia.

Tanto a pele quanto o cabelo humano sobreviveram às drogas, informou a equipe na edição de sexta-feira da revista Science. Segundo Davis, apesar do desenvolvimento de novas drogas menos agressivas, muita gente adoraria evitar a queda de cabelos durante a quimioterapia.

Ironicamente, o composto parece agir suspendendo o crescimento dos cabelos. Muitas drogas contra o câncer matam rapidamente as células que estão se dividindo, pois as células tumorais crescem depressa e, por isso, a terapia funciona razoavelmente bem.

No entanto, algumas células saudáveis também crescem rápido, como é caso das células do folículo piloso e das que revestem o intestino . Por isso, a quimioterapia tem efeitos colaterais como náusea e perda de cabelo.

Os pesquisadores queriam verificar se poderiam deter temporariamente o rápido crescimento das células, tornando-as "invisíveis" às drogas contra o câncer.

A equipe escolheu como alvo a cinase 2 ciclina-dependente 2, ou Cdk2, enzima que funciona como um interruptor para disparar a divisão celular.

"O composto tem dois mecanismos e um deles é o efeito na interrupção da divisão celular. O segundo é bloquear o processo de morte celular em células expostas à quimioterapia", disse Davis.

A equipe também está verificando se uma fórmula diferente do gel é capaz de conter os efeitos colaterais na medula óssea e intestinos. A tarefa pode ser mais difícil, já que seria preciso encontrar um meio de evitar que o produto afete outras células e que acabe protegendo as células tumorais.

Quando o produto é aplicado no couro cabeludo, a quantidade que chega ao organismo parece ser muito pequena, disse o pesquisador.

A equipe acredita que composto poderia funcionar contra o câncer, detendo o crescimento descontrolado das células.

"É um processo longo. Ainda estamos tentando demonstrar que a substância é segura para testes em seres humanos", disse Davis.

Copyright © 2001 Bibliomed, Inc.

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